Região Metropolitana do RJ tem pelo menos 150 mil com segunda dose atrasada

Dados foram confirmados pelos próprios municípios em levantamento feito pela CNN

Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro

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Um levantamento produzido pela CNN mostra que pelo menos 150 mil pessoas estão com a aplicação da segunda dose atrasada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Esse número representa o somatório dos atrasados de nove cidades: pessoas que receberam a primeira dose de Coronavac ou AstraZeneca, mas não retornaram aos postos na data estipulada para receber a segunda etapa e, portanto, ainda não concluíram o esquema vacinal.

A capital do estado, município mais populoso, responde por 59% deste total, com cerca de 89 mil pessoas. Em seguida, aparecem Belford Roxo, com 18 mil, Magé, com 13,3 mil. São Gonçalo é o quarto município da lista, com 9,5 mil, seguido por Niterói, 5,7 mil, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, 4,8 mil, Japeri e 4,4 mil.

Os municípios informaram que fazem busca ativa para localizar essas pessoas, para que sejam informadas e se dirijam às unidades de saúde e recebam a segunda dose. As estratégias são diferentes: de ligações e visitas porta a porta, na maioria das localidades, com agentes de saúde, a campanhas educativas, nas redes sociais e nas ruas, com outdoors e carros de som, como em Magé e Japeri.

Entre os especialistas, é consenso que a ausência dos que não receberam a segunda dose pode comprometer o sucesso da campanha de imunização. Isto porque, por padrão internacional, ela pretende imunizar, com as duas doses, pelo menos 90% do público alvo. Neste momento, os maiores de 18 anos.

Professor de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo pede que essas pessoas compareçam às unidades de saúde:

“A pessoa só estará devidamente protegida depois de receber a segunda  dose. A sociedade depende disto. É possível que essa ausência tenha a ver com algum temor sobre eventuais reações. Mas isso não se justifica. Além de que, embora a reação possa aparecer em qualquer dose, ou nas duas, é menos provável que quem apresentou reações na primeira apresente na segunda etapa”, afirma o médico.

Entre os municípios procurados, Maricá foi o único que respondeu não ter atrasados à espera da segunda dose.

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