Reino Unido amplia prazo de 10 para 55 anos para congelamento de embriões

Com a mudança aprovada pelo parlamento, britânicos terão mais tempo para decidir sobre a ampliação da família a partir da fertilização in vitro

Sylwia Bartyzel/Unsplash

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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A procura pelo congelamento de óvulos e espermatozoides e de embriões tem apresentado um aumento no Reino Unido. A partir de uma decisão do parlamento, pessoas que desejam adiar o desejo de ter filhos poderão manter gametas e embriões congelados por um período de 55 anos. A definição altera as regras do país que permitiam o congelamento pelo prazo máximo de 10 anos.

Segundo o governo britânico, as razões para o congelamento são diversas e incluem o desejo de preservar a fertilidade para o momento certo de ampliar a família, tratamentos de câncer que podem afetar a reprodução e pessoas que planejam realizar transição ou cirurgia de readequação sexual.

De acordo com a Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA, na sigla em inglês), em 2019 no Reino Unido, 37% das pacientes que congelaram seus óvulos tinham menos de 35 anos, 53% tinham 35 a 40 anos e 12% tinham mais de 40 anos.

As regras para o tratamento de gametas e embriões no Reino Unido são definidas pela Lei de Fertilização e Embriologia Humana, de 1990. Para modificar a legislação, o parlamento considerou os avanços nas técnicas de criopreservação desde a definição do prazo máximo de 10 anos.

“Estudos mostram que os óvulos congelados hoje têm o mesmo potencial de desenvolvimento que os óvulos novos. As taxas de gravidez clínica de embriões criados a partir de óvulos descongelados são equivalentes ao tratamento de fertilização in vitro (FIV) novo”, diz o governo em um comunicado.

A decisão também levou em consideração uma consulta pública sobre a legislação em vigor no país. “As novas disposições renováveis ​​exigirão consentimento contínuo por escrito do paciente para continuar o armazenamento e o acesso ao aconselhamento. Isso garantirá que as pessoas tenham a oportunidade adequada de considerar suas necessidades reprodutivas no futuro e possam buscar aconselhamento profissional, se assim o desejarem”, diz o comunicado do governo.

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