Remédio antiCovid em estudo será o verdadeiro tratamento precoce, diz cientista

Em entrevista à CNN, pesquisadora da Fiocruz afirmou, porém, que medicamento em teste não substitui as vacinas

Produzido por Layane Serranoda CNN

em São Paulo

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A Fundação Oswaldo Cruz participará de um estudo internacional que buscará verificar a eficácia de um novo medicamento contra a Covid-19. Em entrevista à CNN, a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo falou sobre o papel da instituição na pesquisa. 

O estudo que verificará a eficiência do “Molnupiravir”, medicamento produzido pela farmacêutica americana MSD, será conduzido por diversas instituições do mundo e passará por sete centros de pesquisa brasileiros, dois deles da Fiocruz.

Para Margareth Dalcomo, o tratamento será um ponto de virada no combate à Covid-19, mas nenhum medicamento substituirá a vacina. “Se tiver os resultados esperados, será o verdadeiro tratamento precoce. É um tratamento profilático para impedir que a pessoa adoeça. O medicamento não substitui a vacinação. Será no futuro um complemento à vacina”, disse a pesquisadora.  

Caso aprovado, o remédio deverá ser ministrado em pessoas que não tiverem sido infectadas pelo coronavírus, mas que possam ter entrado em contato com algum contaminado. Ele apresentou resultados positivos nas duas primeiras fases do estudo e agora passa por uma nova fase com mais participantes. 

Os voluntários do estudo serão acompanhados durante um mês, e os resultados definitivos devem ser obtidos em até seis meses, de acordo com a pesquisadora. “Um medicamento para ser aprovado precisa dos resultados analisados por pares, publicação em revista científica de grande confiabilidade e registro regulatório junto às agências regulatórias”, explicou Margareth Dalcomo.

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