Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Rio busca população sem dose de reforço para frear novo avanço da Covid-19

    Aproximadamente 1,2 milhão de cariocas aptos para a terceira dose ainda voltaram aos postos, segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz

    Busca ativa envolve ligações para as famílias e, em determinados casos, até visita às casas
    Busca ativa envolve ligações para as famílias e, em determinados casos, até visita às casas Cristine Rochol/PMPA

    Pedro Guimarãesda CNN

    no Rio de Janeiro

    Com a terceira dose da vacina contra a Covid-19 liberada desde o final do ano passado, quatro em cada dez moradores da cidade do Rio de Janeiro ainda não receberam o reforço, de acordo com o Observatório Epidemiológico do município.

    Com o novo avanço da doença sobre a capital fluminense, a Secretaria Municipal de Saúde pretende iniciar nesta semana uma busca ativa pelos cariocas que tomaram a segunda dose do imunizante, mas ainda não retornaram aos postos para o reforço.

    Segundo o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, são aproximadamente 1,2 milhão de pessoas aptas que não aderiram ao complemento da imunização. Na última semana, a positividade dos testes para Covid-19 atingiu o maior patamar desde janeiro, com 30% dos exames confirmando a infecção pelo coronavírus. Na semana anterior, o índice era de 24%.

    “A gente alcançou uma alta cobertura vacinal com primeira e segunda doses, com 99% dos cariocas. A nossa preocupação, com a nova variante, é justamente avançar com a dose de reforço para proteger as pessoas dos casos graves e internação por Covid-19”, afirmou o secretário.

    A busca ativa envolve ligações para as famílias e, em determinados casos, até visita às casas. A estratégia foi utilizada recentemente na proteção de crianças contra a poliomielite na cidade e chegou a dobrar o número de vacinados.

    Até a tarde desta segunda-feira (14), 124 pessoas estavam internadas na rede pública do Rio, uma taxa de ocupação de 64% dos leitos disponíveis para regulação.

    Apesar da cidade apresentar uma avaliação de risco baixa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identifica uma forte possiblidade de crescimento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) a longo prazo. De acordo com a Fiocruz, o motivo é um novo avanço da Covid-19.

    Vacinação de crianças a partir de seis meses começa nesta quinta

    Já a proteção das crianças a partir de seis meses começa nesta quinta-feira (17) na capital fluminense, mas apenas para o público com comorbidades. A cidade vai receber 9.390 doses do imunizante pediátrico da Pfizer.

    A vacinação será em dia único e os responsáveis terão que retornar à mesma unidade de saúde mais duas vezes, já que a imunização é realizada em três etapas.

    A Secretaria de Saúde do Rio afirmou que já solicitou ao Ministério da Saúde mais doses para as crianças sem comorbidades, mas que ainda não teve resposta.

    Desde o dia 10 de novembro, o Rio suspendeu a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 em crianças de três a quatro anos de idade devido à falta de vacina. Na quinta-feira (10), a aplicação da segunda dose também foi paralisada.

    O secretaria informa que “apesar de reiterados pedidos ao Ministério da Saúde, não há previsão de quando novos aportes da vacina serão enviados para retomar a vacinação desta faixa etária”.

    O Ministério da Saúde, por sua vez, informou que adquiriu mais 1 milhão de doses para a vacinação das crianças de 3 a 4 anos e, assim que as doses forem liberadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), serão distribuídas a todos os estados de forma proporcional.

    *Sob supervisão de Pauline Almeida.