Rio começará a vacinar crianças com 21% do necessário pra cumprir calendário

Vacinação começa no dia 17 de janeiro para meninas de 11 anos, prefeitura espera adesão de 90% das 560 mil crianças na faixa de 5 a 11 anos

Capital fluminense deve receber 117,6 mil doses da vacina pediátrica da Pfizer
Capital fluminense deve receber 117,6 mil doses da vacina pediátrica da Pfizer 26/11/2021 REUTERS/Christinne Muschi

Pedro DuranRaquel Landimda CNN

em São Paulo

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O município do Rio de Janeiro, um dos primeiros a divulgar o calendário de vacinação das crianças contra a Covid-19 no país, vai começar a campanha de imunização infantil com uma parcela de vacinas muito menor do que a necessária para aplicar a primeira dose em crianças de 5 a 11 anos.

Um levantamento da CNN feito com base em dados do Ministério da Saúde, da prefeitura e do governo estadual, aponta que a cidade deve receber 117,6 mil doses da vacina pediátrica da Pfizer, o equivalente a 21% das 560 mil crianças.

Para o secretário de Saúde do estado do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, o calendário da prefeitura não tem “base sólida”. A planilha de distribuição das vacinas divulgada pelo Ministério da Saúde aponta que 7,49% do quantitativo total ficará com o estado do Rio de Janeiro.

Ao todo, em voos previstos para os dias 13, 20 e 27 de janeiro, o Brasil receberá 3,744 milhões de doses. A regra determina, portanto, que o estado receba 280 mil doses do total enviado pela farmacêutica.

Chieppe informou à CNN que a capital fluminense ficará com 42% das doses que o governo estadual receberá. Isso representa 21% do total de 560 mil crianças na faixa etária do público-alvo que a prefeitura estima morarem no Rio.

Em cada remessa, a capital fluminense vai receber 39,2 mil doses, atravessando a primeira de quatro semanas da campanha pediátrica anunciada com apenas 7% das vacinas necessárias para cumprir o calendário.

À CNN, o secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse que a prefeitura é, entre todas as esferas, o órgão que tem mais base sólida no governo e que todos os calendários definidos pela capital foram os que todos os governos seguiram. Ele diz que a previsão é baseada nos acordos do governo federal com a Pfizer e querem, de fato, dar uma previsibilidade para a população carioca.

Ele reconheceu que o calendário de adulto foi atrasado quatro vezes, mas afirma que o mesmo calendário teve uma série de avanços para além do que havia sido proposto inicialmente. Na opinião dele, a cidade do Rio ditou o ritmo de vacinação para o Brasil todo.

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