Rio de Janeiro descarta cadastro para ‘xepa’ da vacina contra Covid-19

Secretário municipal de Saúde nega desperdício e defende destinação das doses a calendário por idade

Vacinação contra Covid-19 em Magé, Rio de Janeiro
Vacinação contra Covid-19 em Magé, Rio de Janeiro Foto: Pilar Olivares/Reuters (7.abr.2021)

Marcela Monteiro, da CNN, no Rio de Janeiro

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O secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que não existe qualquer previsão de fazer um cadastro para ‘xepa’ de vacinas contra a Covid-19, o que já é realidade em outros locais, como São Paulo e Maranhão.

“A nossa estratégia é sempre abrir, no final do dia, a vacina da AstraZeneca, que pode ficar até 48h no frasco. É para manter o máximo de pessoas vacinando no seu grupo adequado sem precisar vacinar um grupo de maneira excepcional”, afirmou à CNN na manhã desta quinta-feira (24).

Questionado se o cadastro poderia evitar o descarte de doses, Soranz negou desperdício na capital fluminense e defendeu a estratégia adotada pela pasta nas unidades de saúde, com a priorização do imunizante de Oxford- AstraZeneca no fim do dia.

Um frasco da AstraZeneca tem dez doses e a validade permite que o material não utilizado de imediato esteja disponível para a população pelos próximos dois dias. Os demais imunizantes distribuídos no Brasil, entretanto, têm um prazo menor, de aproximadamente 6h após abertura.

“A gente não tem desperdício de doses. Esse problema de consumir as doses é com algumas vacinas específicas [Pfizer e Coronavac] e essas vacinas são abertas durante o período da manhã e no início do período da tarde”, apontou.

A cidade do Rio de Janeiro soma mais de 360 mil casos de Covid-19 e registra 2,8 milhões de vacinados com a primeira dose contra o coronavírus, o que equivale a 53,5% da população adulta. Em meio ao avanço da imunização, a identificação de uma nova variante no estado, a P5, reconhecida esta semana oficialmente, levantou um alerta nas autoridades de saúde.

Sobre a cepa, identificada no município de Porto Real, no sul fluminense, o secretário disse que ainda não é possível dizer se ela é mais transmissível ou letal, mas confirma que a pasta segue acompanhando de perto os casos.

“O Rio de Janeiro faz um monitoramento de vigilância genômica, seleciona alguns casos positivos para Covid para análise laboratorial para identificar novas variantes. A partir do surgimento de novas variantes, começa a traçar ações de bloqueio estratégicas para que não haja disseminação dessa variante na cidade”, declarou.

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