Rio de Janeiro pode começar vacinação em 25 de janeiro, junto com São Paulo

Prefeitura negocia compra de 3,2 milhões de doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan

Isabelle Saleme, Pauline Almeida e Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), afirmou que a capital fluminense já se prepara para dar início à vacinação contra a Covid-19 e que a previsão é de que a aplicação das doses começará em 25 de janeiro, no mesmo dia escolhido por São Paulo.

A capital tem compromisso para compra de mais de 3 milhões de doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan, disse o prefeito. Apesar dessa declaração, Paes reafirmou que o Rio vai seguir o plano de imunização estabelecido pelo Ministério da Saúde.

No documento, o governo federal estabeleceu que o país deve começar a vacinação a partir do dia 20 de janeiro, mas não definiu uma data específica.

A imunização no Rio de Janeiro foi abordada durante entrevista coletiva em que a Prefeitura divulgou o Boletim Epidemiológico da Covid-19. Segundo as informações, 18 regiões da cidade têm risco alto de disseminação da doença: Centro, Santa Teresa, Barra da Tijuca, Rio Comprido, Botafogo, Copacabana, Lagoa, Tijuca, Vila Isabel, Inhaúma, Méier, Irajá, Madureira, Paquetá, Anchieta, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz.

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O relatório foi produzido pelo Centro de Operações e Emergência para a Covid-19 (COE-Covid), órgão instituído pela gestão de Eduardo Paes.

A classificação leva em conta os números de mortes e internações. As áreas de risco moderado são 15: Zona Portuária, São Cristóvão, Ramos, Penha, Inhaúma, Jacarepaguá, Ilha do Governador, Pavuna, Guaratiba, Rocinha, Jacarezinho, Maré, Vigário Geral e Cidade de Deus.

No encontro, Paes destacou a importância da colaboração dos cariocas para não seja necessário fechar o comércio em localidades que apresentem risco muito alto. O prefeito destacou que a medida pode ser tomada em locais como Zona Sul, Barra da Tijuca e Santa Cruz, na Zona Oeste, e que todas as decisões serão tomadas com base no mapa epidemiológico.

O prefeito frisou que não é possível tratar a cidade como uma só, e chegou a citar que a realidade de Santa Cruz, na Zona Oeste, não é igual a do Leblon, na Zona Sul. Na semana que vem, o município publicará uma resolução que vai impor medidas restritivas para as localidades a partir dos indicadores de cada área.

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Foto: Reprodução / CNN

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