Rio de Janeiro recebe nova remessa de vacinas da Pfizer

Primeiro lote que chegou no início do mês esgotou em 24 horas e houve disputa pelas poucas doses em alguns postos

Everton Souza e Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro

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As novas doses da Pfizer/BioNTech chegaram ao estado do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (10), por volta das 19h, no aeroporto do Galeão. A Secretaria Estadual de Saúde informou à CNN que recebeu uma planilha do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde indicando que o RJ recebe quase 100 mil doses do imunizante.

A vacina foi recebida pela sub secretaria de vigilância em saúde do estado. Será armanezada em um instituto do governo do RJ para conferência das doses ainda nesta segunda-feira (10). Na terça-feira (11) pela manhã serão entregues à prefeitura que já irá começar a aplicar nos cerca de 250 pontos de vacinação. O estoque deve durar no máximo até quinta-feira (13).

O Ministério da Saúde anunciou o envio de mais 1,1 milhão de doses da vacina para todo o Brasil.

No Rio, as 46.800 doses esgotaram em 24 horas e chegou a ter registro de confusão por questão de preferência em relação a outros imunizantes. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e integrante do comitê científico da prefeitura do Rio de Janeiro, Alberto Chebabo comentou sobre a preferência.

“A vacina da Pfizer é a que tem melhor eficácia. Mas nesse momento, com o número de casos e mortes no Brasil, não há sentido em escolher vacinas. O importante é vacinar. Independente da vacina”.

Sobre as preferências de vacinas que marcaram a chegada “relâmpago” da Pfizer na capital do fluminense, no início do mês, o secretário municipal de Saúde Daniel Soranz minimizou a situação e disse que a falta de comunicação prejudica somente a população carioca.

“São fases. Cada semana (as pessoas mudam a preferência por vacinas) de acordo com os boatos que vão surgindo. No início ninguém queria Coronavac do Instituto Butantan, era uma briga por Astrazeneca da Fiocruz, depois mudou. Muita gente não quis Pfizer também”.

Distribuição

O primeiro lote do imunizante chegou ao estado no dia 3 de maio e começou a ser distribuído no município para os mais de 250 postos de saúde e clínicas da família no dia seguinte. No mesmo dia, houve registro de confusão na Clínica da Família Estácio de Sá, no Rio Comprido, na Zona Norte, porque apenas 12 doses foram disponibilizadas no local. Os moradores que foram cedo até o local em busca do novo imunizante formaram fila à espera da nova remessa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) chegou a dizer que “distribuiu regularmente as vacinas para as mais de 230 unidades de Atenção Primária (Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde), sem distinção de doses. A prefeitura informou também que a capital trabalhava com os imunizantes disponíveis reforçando que todas as vacinas tinham eficácia comprovada contra a covid-19 e são seguras para todos os públicos convocados.

A vacina da Pfizer demanda condições de armazenamento e possui particularidades diferentes dos demais insumos adquiridos e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com mantê-las em temperaturas mais baixas. O Ministério da Saúde orienta que, a vacinação com o imunizante da Pfizer seja realizada apenas em unidades de saúde das 27 capitais brasileiras, de forma a evitar prejuízos na vacinação e garantir a aplicação da primeira e segunda doses com intervalo de 12 semanas entre uma e outra.

A estratégia de distribuição de vacinas Covid-19 é revisada semanalmente em reuniões tripartites (governos federal, estaduais e municipais), observando as confirmações do cronograma de entregas por parte dos laboratórios.

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Foto: Reprodução / CNN

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