Rio de Janeiro registra queda na ocupação de leitos para covid-19
Taxa de ocupação na cidade caiu de 96% para 77%; também houve redução no número de mortes

A cidade do Rio de Janeiro apresentou uma queda significativa na taxa de ocupação de leitos hospitalares para a Covid-19. Nesta sexta-feira (2), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, apresentou os números atuais da cidade em relação ao novo coronavirus.
A taxa de ocupação dos leitos passou de 96% para 77%. Nas últimas três semanas, a cidade alcançou a marca de zero pacientes na fila durante mais de 24h. O número de mortes causadas pela doença também caiu: entre maio e junho, foi registrada redução de 44%.
Os dados foram divulgados no 26º Boletim Epidemiológico da Covid-19. Soranz afirmou que os números são consequência do avanço da vacinação. “É uma boa notícia. Significa que as vacinas estão funcionando. Mas é importante dizer que o momento ainda é de segurar, tomar cuidado, porque ainda temos um número grande de casos na cidade", afirmou.
De acordo com o secretário de Saúde, o calendário de imunização pode acelerar ainda mais desde que a cidade receba novas remessas de doses.
Nessa quinta-feira (1), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou a previsão de imunizar toda a população com mais de 18 anos até meados de agosto.
De acordo com Soranz, o adiantamento foi possível porque a cidade recebeu 150 mil doses além do esperado no mês de junho. "A expectativa é receber 700 mil [doses] por mês. Nesse mês, recebemos 850 mil (...) temos capacidade de vacinar ainda mais”, disse.
A capital fluminense já aplicou 4 milhões de doses da vacina, tendo 1 milhão de cariocas com o esquema vacinal completo (1º e 2º dose, ou dose única). Entre segunda-feira (5) e o dia 17 de julho, serão vacinadas as pessoas de 42 a 37 anos.
Apesar dos avanços, a taxa de transmissão permanece alta, inclusive com registros de novos casos de variantes da doença. A prefeitura informou que foram identificados 20 novos casos de variantes consideradas de preocupação, sendo 19 em moradores da cidade. O município já soma 654 casos de variantes do coronavírus (522 casos da variante P.1 e 12 da variante B.1.1.7).
De acordo com o mais recente boletim epidemiológico, 28 regiões administrativas da capital fluminense apresentam risco alto de contaminação, 5 têm risco moderado e nenhuma está com risco considerado muito alto.