Roraima confirma primeira morte pelo novo coronavírus

Paciente foi tratado com cloroquina, mas não resistiu. Acre, Amapá e Tocantins seguem como únicos estados sem mortos

Painel em Brasília alerta para o novo coronavírus
Painel em Brasília alerta para o novo coronavírus Foto: Ueslei Marcelino - 24.mar.2020/Reuters

Da CNN, em São Paulo

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O estado de Roraima registrou nesta sexta-feira (3) a primeira morte por COVID-19, informou a secretaria estadual de Saúde. O paciente era um homem de 60 anos, diabético e hipertenso. Ele estava internado no Hospital Geral de Roraima desde sábado (28). O estado tem 37 casos confirmados. 

Com isso, Acre, Amapá e Tocantins seguem como os únicos estados sem registrar mortos por consequência da doença.

Cloroquina

Segundo a secretaria, o paciente chegou a ser tratado com o medicamento cloroquina, mas não respondeu ao tratamento.

“Foi iniciado o protocolo adotado pelo MS (Ministério Da Saúde) para o COVID-19, incluindo o tratamento com os medicamentos Cloroquina e Azitromicina. No entanto o paciente não respondeu ao tratamento, vindo a óbito na tarde desta sexta-feira, 3”, disse o órgão em comunicado publicado no Twitter.

Mais cedo hoje, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), levantou novas ponderações a respeito do uso da cloroquina, medicamento que é tratado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como a provável cura para a COVID-19. Segundo Mandetta, o estudo publicado nesta semana em revista científica e que corroborou em parte essa avaliação é “muito frágil”.

Mandetta afirmou que o Ministério da Saúde deve expandir as possibilidades de teste deste medicamento, mantendo a restrição aos casos considerados mais graves. O que muda é a possibilidade de aplicar de forma experimental o medicamento também em pacientes que estejam hospitalizados, mas não apenas aqueles em terapia intensiva.

Até a tarde desta sexta, o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrava 359 mortes provocadas pelo novo coronavírus. Ao todo, segundo a pasta, havia 9.056 casos confirmados da COVID-19 no país.

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