São Paulo: 98% dos hospitais privados têm queda nas internações por Covid-19

Pesquisa do SindHosp também afirma que 66% dos hospitais estão com a ocupação de UTIs abaixo de 50% da capacidade

Mulher tendo alta de hospital no Pará após tratamento contra a Covid-19
Mulher tendo alta de hospital no Pará após tratamento contra a Covid-19 Bruno Cecim / Ag.Para

Giovanna Galvanida CNN

em São Paulo

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Uma pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) divulgada nesta quarta-feira (22) mostrou que 98% dos hospitais privados registraram diminuição das internações por Covid-19 nos últimos 10 dias.

A ocupação dos leitos de UTI foi a mais significativa: no período de pesquisa anterior, realizado entre 12 e 17 de agosto, apenas 11% dos hospitais registravam ocupação menor do que 50% da capacidade. Já os dados atuais mostram que 66% dos hospitais estão nesta condição agora.

Além disso, cerca de 66% dos hospitais apontam ocupação menor que 50% dos leitos, enquanto 30,5% ainda registram índices entre 81% e 90%.

O presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, atribui os índices positivos à vacinação em massa contra a Covid-19. No estado, segundo a Agência CNN, mais de 50% da população adulta já recebeu duas doses da vacina ou a dose única.

A pesquisa foi realizada entre 13 a 21 de setembro e ouviu 60 hospitais privados de SP, sendo 27% da capital e 73% do interior. Juntos, eles somam 2.454 leitos de UTI e 4.157 leitos clínicos.

Nas UTIs, a predominância atual é dos idosos, já que 47% dos hospitais ouvidos têm maioria de pacientes acima de 70 anos e 39% registram pacientes entre 61 e 70 anos.

Os dados também contrastam com a pesquisa anterior, feita há um mês: na época, apenas 5% dos internados nos hospitais privados de São Paulo tinham entre 61 e 70 anos, e 60% registravam predominância entre aqueles acima de 70.

Outro ponto de destaque se dá ao tempo médio de internação, que cresceu no intervalo entre os dois levantamentos. Cerca de 75% indicam internação entre 15 e 21 dias nos leitos de UTI. Na pesquisa anterior, a prevalência era de 8 a 14 dias.

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