São Paulo avalia barreira sanitária contra cepa indiana da Covid-19

Seis pessoas no Maranhão estão infectadas com a variante do novo coronavírus; prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que equipes de saúde trabalham em estratégias

Paula Nobre, da CNN, em São Paulo

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A cidade de São Paulo estuda a implantação de barreiras sanitárias para conter a variante indiana do novo coronavírus. Os primeiros casos da cepa no Brasil foram identificados no Maranhão na última quinta-feira (20).

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se pronunciou nesta sexta-feira (21). Nunes demostrou preocupação com a cepa indiana e afirmou que as equipes de assistência social e de saúde estão trabalhando em conjunto para que a nova variante não chegue à capital paulista.

Se preciso, o prefeito afirmou que novos leitos de UTI podem ser abertos para pacientes de Covid-19.

Cepa indiana no Maranhão

De acordo com a Secretaria de Saúde do estado do Maranhão, seis casos da cepa indiana foram detectados entre os 24 tripulantes do navio MV Shandong Da Zhi, vindo da China.

Na última semana, o navio, que está ancorado na costa do Maranhão, foi posto em quarentena após um indiano de 54 anos, tripulante da embarcação, ser diagnosticado com Covid-19. Ele e outros cinco tripulantes testaram positivo e exames posteriores confirmaram a presença da variante B.1.617.2. 

A âncora da CNN Daniela Lima confirmou com o governador do estado, Flávio Dino (PCdoB), que o navio não atracou na costa maranhense e segue em alto-mar, com os tripulantes isolados nas cabines. Até o momento, não há nenhum registro de infecção pela cepa indiana fora da embarcação.

De acordo com a secretaria maranhense, a equipe médica que atendeu a tripulação do navio se deslocou por via aérea, foi testada antes e depois da ação e permanece em isolamento. 

Movimentação na região da 25 de março, em São Paulo, em meio à pandemia da Covid
Movimentação na região da 25 de março, em São Paulo, em meio à pandemia da Covid-19
Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo (9.dez.2020)

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