Saúde já assinou novo contrato com Pfizer

À CNN, o ministro afirmou que está trabalhando "para ter vacinas suficientes para o Programa Nacional de Imunizações"

Basília Rodriguesda CNN

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O Brasil assinou, nesta segunda-feira (10), a compra de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. O contrato de compra deve ser assinado também pela empresa, nesta terça (11). 

A informação concedida à CNN é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que atribuiu ao fuso a diferença de datas para assinatura do governo brasileiro e da empresa, que tem fábricas nos Estados Unidos e na Bélgica. A assinatura que falta virá do lado belga do laboratório. À CNN, o ministro afirmou: “estou trabalhando para ter vacinas suficientes para o Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

Com isso, o governo terá adquirido 200 milhões de doses de Pfizer. Pelo cronograma de entrega, a previsão é receber 35 milhões de vacinas em setembro e as demais até o fim do ano.

Nesta semana, pouco mais de 1 milhão de vacinas da Pfizer foram distribuídas. 

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro criou a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, para executar medidas contra o coronavírus. É essa área que ficará responsável pelo programa de testagem, ou seja, fazer testes na população para saber quantas pessoas já tiveram a doença. “Não somente tratará de testagem. Todas as ações de enfrentamento à pandemia ficarão sob a coordenação da nova secretaria”, afirmou Queiroga. O início do programa é o que o governo espera anunciar nos próximos dias. 

Depois de depor por 9 horas à CPI da Pandemia, na semana passada, Queiroga poderá ser convocado a falar de novo. À CNN, mais cedo, ele afirmou que está à disposição. A compra e chegada de mais vacinas são trunfos nas mãos do ministro, enquanto suas declarações sobre outros pontos polêmicos, como o uso de cloroquina no Brasil, não convenceram a CPI.

 

Ministro e Zé Gotinha
Ministro Marcelo Queiroga posa com mascote Zé Gotinha ao receber vacina da Pfizer
Foto: Djalma Sena/CNN Brasil

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