Se estiver com infecção respiratória, não vá encontrar família no Natal, diz médica

Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas e do Grupo Santa Joana, pediu para que as pessoas façam testes antes das comemorações

Douglas PortoLayane Serranoda CNN

em São Paulo

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Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas e do Grupo Santa Joana, recomendou, nesta quinta-feira (23), em entrevista à CNN, que caso um indivíduo seja diagnosticado com algum caso de infecção respiratória, como Influenza ou Covid-19, não se reúna com a família durante o Natal.

“Se tiver alguém que esteja com algum quadro clínico relacionado a qualquer infecção respiratória, não vá encontrar sua família. Isso é muito importante. Não vá expor o resto da família. Se tiver a oportunidade, faça a testagem antes de reunir, especialmente se alguém for mais vulnerável, como idosos ou pneumopatas”, declarou Richtmann.

A infectologista ainda deu dicas para as comemorações, como reuniões em locais abertos ou arejados, para melhor circulação de ar. Pessoas do mesmo núcleo familiar devem ficar juntas nos momentos sem máscara, como durante a alimentação.

“Tente fazer núcleos familiares nas mesas conjuntas. Ou seja, aqueles que convivem na mesma casa, na hora da refeição, a mais importante, quando você irá retirar sua máscara para se alimentar”, concluiu.

A prevenção se torna essencial no atual estágio do surto de gripe no país. A vacina disponível neste ano não foi projetada para conter justamente a cepa que está em circulação, chamada de Darwin. Ela está entre as mutações eleitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado.

Todos os anos, a OMS escolhe dois subtipos de Influenza A (um do tipo H1N1 e outro do tipo H3N2) e duas cepas da gripe Influenza B (linhagens Yamagata e Victoria).

A cepa Darwin, identificada em amostras coletadas pelas chamadas unidades sentinelas da vigilância da gripe, pertence ao grupo dos vírus H3N2, mas, neste ano, a mutação escolhida para a vacina foi outra, a cepa chamada de Hong Kong.

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