Secretário de SP: Reter a receita de comorbidade é para ‘facilitar a vacinação’

Para evitar fraudes na imunização contra Covid, prefeitura de São Paulo vai reter cópias das receitas médicas a partir desta segunda (31)

Produzido por Layane Serrano e Renata Souza, da CNN São Paulo

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A partir desta segunda-feira (31), a prefeitura de São Paulo vai passar a reter cópias das receitas médicas de pessoas com comorbidades que receberem a primeira dose de vacina contra a Covid-19. Em entrevista à CNN, o secretário municipal de Saúde da cidade, Edson Aparecido, afirmou que a ideia de reter a receita serve para “facilitar a vacinação” e evitar fraudes.

“Nós fizemos uma combinação com o Ministério Público do estado para que a gente possa reter algumas cópias [de atestados] de pessoas que vão ser vacinadas nos grupos prioritários, para que possamos fazer uma averiguação posterior da veracidade desses atestados”, explicou Aparecido.

“Houve uma denúncia de um local aqui em São Paulo que estava fazendo a venda de atestados. Por isso estamos fazendo esse procedimento. Obviamente confiamos na idoneidade das pessoas, sobretudo essas que têm comorbidades, mas sabemos também que há os chamados aproveitadores. Por isso vamos fazer essa triagem posterior, nada que dificulte num primeiro momento a pessoa ser vacinada, mas as pessoas têm que entender que realmente a prefeitura vai buscar a veracidade desses documentos.”

Segundo o secretário, tudo o que as autoridades têm feito, como o pedido da comprovação da comorbidade apresentando documentos de saúde, além de facilitar a vacinação contra o novo coronavírus, fará com que as pessoas tenham mais cuidados ao tentar burlar os critérios de imunização estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) e da prefeitura.

“As pessoas precisam entender que mais cedo ou mais tarde, pelo controle que nós temos, nós vamos pegar as irregularidades”, afirmou.

 

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