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    Sem quebra de patentes, pandemia pode se arrastar por anos, diz especialista

    Em entrevista à CNN, Pedro Villardi destaca plano de quebra de patentes de vacinas contra a Covid-19 apoiado pelos Estados Unidos

    Produzido por Thiago Felix, da CNN em São Paulo

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    Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (6), Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI) e coordenador de projetos da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, afirmou que o plano de quebra de patentes de vacinas da Covid-19 apoiado pelos Estados Unidos é “imprescindível” e que a desigualdade na vacinação contra a doença pode estender a pandemia. 

    “Essa decisão do governo americano de mudar de posição na Organização Mundial do Comércio, nesse debate importante que começou em outubro de 2020 provocado pela Índia e África do Sul, para que o mundo tenha mais possibilidade de produzir e distribuir vacinas é imprescindível e absolutamente histórico. É absolutamente temerário ter poucas empresas controlando as vacinas. Os Estados Unidos nunca haviam se posicionado dessa forma, e é muito importante que tenham mudado de posição nesse momento. Estudos mostram que, caso a desigualdade de vacinação se mantenha, a pandemia pode durar até sete anos a mais”, explicou o especialista.

    A União Europeia informou estar disposta a discutir a proposta de quebra de patente de vacinas contra a Covid-19, mudando o discurso após os Estados Unidos anunciarem apoio à medida.

    Na quarta-feira (5), o presidente americano Joe Biden manifestou o apoio à proposta — uma promessa de campanha. Em comunicado, o governo americano disse que acredita fortemente na proteção à propriedade intelectual, mas disse que vai apoiar a quebra para colocar um fim à pandemia. A decisão de Biden foi elogiada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, que a chamou de “momento monumental” na luta contra o novo coronavírus.

    “Se poucas empresas controlam esse mercado e determinam os países que recebem [as vacinas] primeiro e depois, e não tivermos possibilidade que outras empresas produzam as vacinas, vamos ter essa pandemia se arrastando por anos. E vamos ter a mesma coisa que aconteceu em outras pandemias como a de HIV/Aids, quando populações foram atingidas desproporcionalmente e milhares de mortes aconteceram de forma absolutamente evitável”, completou Villardi.

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    Profissional da saúde com doses da vacina Pfizer; imunizante começou a ser distribuído no Brasil no início de maio
    Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

     

     

     

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