Sinais Vitais: Especialistas explicam a Dr. Kalil causas e riscos do AVC

Neurologistas explicam causas, fatores de risco e sintomas do acidente vascular cerebral durante programa CNN Sinais Vitais, destacando que a doença não afeta apenas idosos

Da CNN Brasil
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A cada 7 minutos, uma pessoa morreu vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil no ano passado. O dado alarmante foi tema central do programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Roberto Kalil, que contou com a participação de Gisele Sampaio, pesquisadora e neurologista do Einstein, e a neurologista vascular Maramelia Miranda, da Unifesp, para discutir causas, fatores de risco e grupos mais vulneráveis a esta condição.

Durante o programa, Sampaio explicou o que é o AVC, popularmente conhecido como derrame. "Essa pergunta é importante porque é uma doença que, às vezes, a gente tem uma dificuldade de educar a população até pelos inúmeros nomes que existem para o AVC. O nome mais popular usado é derrame no Brasil, e as pessoas precisam entender que derrame é a mesma coisa que o Acidente Vascular Cerebral", esclareceu a especialista.

Segundo Gisele, o AVC ocorre quando há um entupimento de uma artéria no cérebro ou extravasamento de sangue para dentro dele, com consequências potencialmente graves se não houver tratamento rápido. A neurologista vascular Maramelia Miranda, da Unifesp, complementou explicando os dois tipos principais da doença: o isquêmico e o hemorrágico.

Tipos de AVC e seus mecanismos

O AVC isquêmico, que representa entre 70% e 85% dos casos, acontece quando ocorre uma obstrução em um vaso cerebral. "O entupimento da artéria leva a uma lesão naquela região do cérebro que provoca os sintomas [...] As artérias entopem e aquela região morre, ou fica com baixa quantidade de sangue e aquilo leva aos sintomas", detalhou a neurologista Maramelia.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando há um rompimento de uma artéria intracraniana, causando extravasamento de sangue que comprime estruturas cerebrais.

Um ponto importante abordado pelas especialistas foi a relação entre idade e AVC. Embora seja mais comum em pessoas idosas, as neurologistas alertaram que jovens também podem ser afetados. "A idade é um fator de risco para o AVC. Então, quanto mais idoso o indivíduo, maior o risco. Mas isso não significa que os indivíduos jovens não podem ter um AVC", ressaltou Gisele Sampaio, destacando que a presença de fatores de risco é determinante independentemente da faixa etária.

As especialistas enfatizaram a importância do reconhecimento rápido dos sintomas e da busca imediata por atendimento médico, uma vez que o tempo é crucial para minimizar sequelas e aumentar as chances de recuperação em casos de AVC.

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