Situação atual do Brasil é uma preocupação crescente, diz OMS

Brasil ultrapassou o Reino Unido em número de mortes nesta sexta-feira (12) e tornou-se segundo país com mais óbitos pela doença

Coveiros em roupas de proteção enterram vítima da Covid-19 no cemitério São Luiz, em São Paulo
Coveiros em roupas de proteção enterram vítima da Covid-19 no cemitério São Luiz, em São Paulo Foto: Amanda Perobelli/Reuters (4.jun.2020)

John Revill e Stephanie Nebehay, Reuters

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A situação atual do Brasil, agora um dos epicentros mundiais do coronavírus, é uma preocupação crescente, principalmente nas cidades, afirmou Mike Ryan, chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O sistema de saúde do Brasil “ainda está suportando”, embora algumas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) estejam em um estágio crítico e sob forte pressão, com mais de 90% de taxas de ocupação do sistema de cuidado intensivo, disse Ryan em entrevista coletiva.

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A OMS também pontuou nesta sexta-feira (12) que as vacinas para o novo coronavírus deveriam ser disponibilizadas como um bem público global, como forma de garantir que todos tenham acesso justo a quaisquer produtos essenciais que sejam desenvolvidos.

“Muitos líderes (…) têm promovido a ideia de tornar qualquer vacina um bem público global, e isso deve continuar sendo fomentado”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Mais líderes devem se juntar ao barco, e precisamos ter um compromisso político verdadeiramente global e um consenso mundial antes mesmo de termos o produto”, disse ele. “É isso que estamos pressionando.”

As declarações de Tedros ocorrem depois de surgirem preocupações de que alguns países, incluindo os Estados Unidos, poderiam acumular vacinas ou medicamentos que desenvolvam para combater a Covid-19, com os países mais pobres não tendo acesso aos tratamentos dos quais precisam.

 

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