SP: Mais de 240 pessoas já morreram aguardando vaga em leitos de UTI

Taxa de ocupação na rede pública do estado é de 92,2%; hospitais particulares da capital paulista também registram altos índices

Giovanna Bronze, Julyanne Jucá e Renan Fiuza, da CNN, em São Paulo

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Pelo menos 249 pessoas já morreram enquanto aguardavam vaga em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) para tratamento da Covid-19 no estado de São Paulo. A maioria dos pacientes estava internada na rede pública e solicitou, via Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross), a transferência para leitos de alta complexidade, mas morreu antes que uma vaga fosse liberada.

No estado, a taxa de ocupação nas UTIs está em 92,2%, enquanto a Região Metropolitana de São Paulo registra 91,8%. Os altos índices também atingem os hospitais particulares da capital paulista. O Sírio-Libanês tem 87% dos leitos de UTI ocupados por pacientes de Covid-19; o São Camilo, 91%; o Santa Catarina, 96%. O hospital Oswaldo Cruz tem 100% dos seus leitos de UTI ocupados.

Pelo segundo dia consecutivo, São Paulo registrou menos de 3 mil internações por Covid-19: na terça-feira (30) foram 2.926 entradas de pacientes infectados com o novo coronavírus na rede estadual. Na segunda-feira (29), o total era de 31.041, número que ainda não foi atualizado pelo governo, mas correspondeu à queda de 0,5% nas internações.

Na Cross são cerca de 1.500 solicitações diárias por vagas em UTI para pacientes com Covid-19 no estado.

Pessoas aguardam vagas para leitos de UTI em São Paulo
Com a taxa de ocupação dos leitos de UTI em São Paulo acima dos 90%, diversas pessoas aguardam uma vaga
Foto: Reprodução/CNN Brasil

 

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