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    SP treina equipes para diagnosticar varíola dos macacos, diz secretário

    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra 1.860 casos confirmados da doença causada pelo vírus Monkeypox

    Lucas RochaVinícius Tadeuda CNN

    em São Paulo

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    O governo de São Paulo anunciou nesta semana o lançamento de iniciativas de combate à varíola dos macacos, que incluem de um centro de controle e de uma rede integrada para o diagnóstico laboratorial e atendimento a pacientes com a doença.

    Em entrevista à CNN, nesta sexta-feira (5), o secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde de São Paulo, David Uip, afirmou que profissionais da saúde foram capacitados para o diagnóstico da doença que tem como características principais lesões de pele na forma de espinhas e bolhas.

    “Nós temos um ótimo entrosamento com os municípios. Há toda uma tratativa de treinar os profissionais da ponta, das unidades básicas de saúde, das unidades familiares. Com esse entrosamento municipal, as nossas vigilâncias epidemiológicas tanto estadual como municipais planejam e treinam, ocorreram quatro treinamentos, justamente na porta de entrada desse doente”, disse Uip.

    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra 1.860 casos confirmados de varíola dos macacos nos estados de São Paulo (1.404), Rio de Janeiro (200), Minas Gerais (75), Distrito Federal (37), Paraná (36), Goiás (38), Bahia (12), Ceará (4), Rio Grande do Norte (4), Espírito Santo (5), Pernambuco (7), Tocantins (1), Acre (1), Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (1), Piauí (1), Rio Grande do Sul (18), Mato Grosso do Sul (5), e Santa Catarina (7).

    Diagnóstico e assistência

    Com o objetivo de frear a disseminação da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as equipes de vigilância realizem o rastreamento de contatos que podem ter sido expostas ao vírus a partir de casos confirmados laboratorialmente.

    “Nós não só preparamos hospitais gerais, como maternidades que têm competência para atender alta complexidade. Inclusive, protocolando como é o pré-natal, perinatal e puerpério. Uma série de medidas para que as pessoas percebam que essa doença é multiprofissional e multidisciplinar”, explica o secretário.

    Segundo Uip, a assistência aos pacientes inclui equipes com a participação de dermatologistas, pneumologistas, infectologistas, enfermeiros e dentistas.

    “É provável que quem faça o primeiro diagnóstico de Monkeypox seja o dentista através de uma alteração da cavidade oral. É uma preocupação esses protocolos em todas as áreas da atenção à saúde”, disse.

    Sintomas da varíola dos macacos

    Uma das características principais da varíola dos macacos é a manifestação na pele, na forma de bolhas ou lesões que podem aparecer em diversas partes do corpo, como rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais.

    Os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas e, na maior parte dos casos, a doença não requer internação hospitalar. No entanto, diante de quaisquer sinais ou sintomas como febre alta e súbita, dor de cabeça e aparecimento de aumento nos gânglios é necessário procurar atendimento médico especializado ou unidades básicas de saúde (UBSs).

    O diagnóstico é essencial para que os pacientes recebam os cuidados clínicos para o alívio dos sintomas, além de orientações sobre a ingestão de líquidos, alimentação e indicações sobre o isolamento.

    O isolamento reduz os riscos de transmissão da doença. Os pacientes devem evitar o compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas de cama. Cuidados básicos e de higiene podem ajudar a evitar o agravamento das lesões, que pode favorecer o risco de infecções secundárias.

    (Com informações de Giulia Alecrim, da CNN)

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