Sputnik V tem ação neutralizante contra variantes do coronavírus, diz estudo

Pesquisadores do Instituto Gamaleya identificaram leve queda de ação para cepas originadas no Brasil e Índia

Vacina russa Sputnik V será produzido no Brasil pelo laboratório União Química
Vacina russa Sputnik V será produzido no Brasil pelo laboratório União Química Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

Giovanna Galvani, da CNN, em São Paulo

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Um estudo publicado na revista científica Vaccine nesta segunda-feira (12) demonstrou que a vacina russa Sputnik V possui boa performance contra as variantes do coronavírus.

Os dados indicam que, para três mutações existentes do SARS-COV-2 identificadas no mundo, não há mudanças significativas na atuação do imunizante, enquanto a ação contra as variantes Beta (identificada na África do Sul), Gamma (a brasileira P1) e Delta (a originária da Índia) teve relativa queda, mas “menor do que as reportadas por outras vacinas”, afirma o estudo. 

Os pesquisadores também afirmam que um estudo comparativo mais preciso é necessário para avaliar a diferença entre os imunizantes. 

Segundo o estudo, a metodologia avaliou a atividade neutralizante da vacina por meio de soro com vírus vivo. “O teste de VNA não está diretamente relacionado à eficácia da vacina. Os dados obtidos demonstram que a ‘Sputnik V’ mantém suas propriedades protetoras contra novas cepas”, afirmou em nota o Instituto Gamaleya, responsável pelo desenvolvimento do imunizante.

Os pesquisadores responsáveis são do Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleia, do Ministério da Saúde da Federação Russa e o Fundo de Investimento Direto Russo.

“O Centro Gamaleia está estudando ativamente novas variantes do SARS-CoV-2, que continuam a aparecer em várias regiões do mundo”, acrescentaram. Já o Fundo de INvestimento Russo afirmou que tem “explorado parcerias com outros fabricantes líderes” para criar coquetéis de vacinas com os componentes da vacina. 

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