Subvariantes da Ômicron resgatam a chance de lesão pulmonar, alerta infectologista

À CNN Rádio, Marcelo Otsuka afirmou que começou a observar casos pulmonares mais graves causados pelas cepas do coronavírus que circulam atualmente

Brasil vive nova alta de casos e mortes por Covid-19
Brasil vive nova alta de casos e mortes por Covid-19 14/01/2022REUTERS/Diego Vara

Amanda Garcia

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Em entrevista à CNN Rádio, o infectologista Marcelo Otsuka fez um alerta em meio à escalada de casos de Covid-19 no Brasil novamente: “Essas subvariantes da Ômicron que estão circulando resgatam a chance de lesões pulmonares.”

Segundo ele, que é vice-presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a B.A.4 e a BA.5 diferem da primeira cepa identificada da Ômicron.

“Antes tínhamos sintomas de gripe, como dor de garganta, mas começamos a ver novamente casos pulmonares mais graves, não podemos pensar que o vírus vai ficar mais tranquilo, ele pode, sim, voltar a ter gravidade”, explicou.

Otsuka destaca que, neste momento, é essencial que se busque a vacinação: “A dose de reforço confere proteção maior para internação, casos graves e óbitos.”

Ele lembrou que “ao longo do tempo, a resposta imunológica tanto para quem já se infectou, quanto para quem tomou a vacina diminui.”

Na avaliação do infectologista, há dois caminhos que podem ajudar a reverter o aumento de infecções e mortes por Covid-19: o incentivo à vacinação e a busca ativa por quem está com doses atrasadas.

“Cabe a todos os governos, em todas as instâncias – federal, estadual e municipal – fazer com que tenhamos política de incentivo à vacinação, temos visto pouco e precisamos ir até o paciente, para que possa ser vacinado em todos os momentos que houver essa possibilidade, como nas escolas”.

*Com produção de Isabel Campos.

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