Terceira dose com vacina da Pfizer mostra proteção de 81% contra morte por Covid

Terceira dose de vacina é eficaz na redução da Covid-19 grave em comparação com quem recebeu duas doses da vacina há pelo menos 5 meses

Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech
Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech Divulgação

Camila Neumamda CNN

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O maior estudo de efetividade da terceira dose da vacina contra Covid-19 feito até o momento, realizado pelo Instituto de Pesquisa Clalit de Israel, mostrou que a terceira dose da vacina Pfizer / BioNTech reduziu a hospitalização relacionada à Covid-19 em 93%; o estado grave da doença em 92%; e as mortes em 81%, em comparação com apenas duas doses recebidas pelo menos cinco meses antes.

A pesquisa foi publicada na revista científica The Lancet na sexta-feira (29).

O estudo sugere que uma terceira dose de vacina é eficaz na redução de desfechos graves relacionados a Covid-19 em comparação com indivíduos que receberam duas doses de vacina há pelo menos 5 meses.

O estudo é o primeiro a estimar a eficácia de uma terceira dose de uma vacina de mRNA contra Covid-19 contra desfechos graves com ajuste para vários fatores incluindo comorbidades e fatores comportamentais.

O estudo principal, conduzido em colaboração com pesquisadores da Universidade de Harvard, examinou dados de 728.321 pessoas em Israel que receberam uma terceira dose da vacina Pfizer/BioNTech, em comparação com 728.321 controles correspondentes que receberam apenas duas doses da mesma vacina pelo menos cinco meses antes.

Entre os participantes do estudo, a maioria tem idade média de 50 anos e 51% são mulheres.

A eficácia da vacina foi considerada semelhante para diferentes sexos, grupos de idade (idades entre 40 a 69 anos e 70 anos ou mais) e número de comorbidades.

O estudo foi realizado entre 30 de julho e 23 de setembro de 2021. A variante Delta era dominante em Israel durante este período.

O Clalit Research Institute, em colaboração com pesquisadores da Harvard University, analisou um dos maiores bancos de dados integrados de registros de saúde para examinar a eficácia da terceira dose da vacina Pfizer / BioNTech contra a variante Delta do SARS-CoV-2.

“Esses resultados mostram de forma convincente que a terceira dose da vacina é altamente eficaz contra desfechos graves relacionados à Covid-19 em diferentes grupos de idade e subgrupos populacionais, uma semana após a terceira dose. Esses dados devem facilitar a tomada de decisões sobre políticas informadas” afirmou Ran Balicer, do Clalit Research Institute, que também atua como presidente da Equipe Nacional de Consultoria de Especialistas de Israel na resposta à Covid-19.

Ben Reis, diretor do Grupo de Medicina Preditiva do Programa de Informática em Saúde Computacional do Boston Children’s Hospital e da Harvard Medical School, disse que os resultados do estudo devem reforçar as informações sobre a eficácia da vacina.

“Este cuidadoso estudo epidemiológico fornece informações confiáveis ​​sobre a eficácia da terceira dose da vacina, que esperamos que seja útil para aqueles que ainda não decidiram sobre aplicar a terceira dose”.

O estudo foi conduzido em Israel, pelo fato de o país ser um dos primeiros líderes globais em taxas de vacinação contra Covid-19 com terceira dose.

Segundo os pesquisadores, o estudo fornece a maior avaliação revisada por pares da eficácia de uma dose de “reforço” de uma vacina contra Covid-19 em um cenário de vacinação em massa.

Necessidade da terceira dose

Muitos países estão experimentando um ressurgimento de infecções por SARS-CoV-2, apesar de as campanhas de vacinação até agora estarem sendo bem-sucedidas. Isso pode ser devido à maior infecciosidade da variante delta e à diminuição da imunidade das vacinas administradas meses antes.

Diante do atual ressurgimento, vários países estão planejando administrar uma terceira dose de reforço da vacina de mRNA contra a Covid-19.

E diante dessa necessidade, o estudo também permite uma avaliação mais precisa da eficácia da terceira vacina em diferentes períodos, diferentes subpopulações (por sexo, idade e número de comorbidades) e diferentes resultados, apontam os pesquisadores.

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