Terceira dose é diferente do reforço, diz Luana Araújo

Médica infectologista ressaltou à CNN que outra aplicação não precisa necessariamente ser pensada para todos os grupos

Produzido por Renata Souza*, da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN, a médica infectologista Luana Araújo afirmou que uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 não tem o mesmo significado que uma dose de reforço. Segundo a profissional da saúde, o primeiro termo é usado “quando pensamos nas pessoas que não conseguiram montar uma resposta imunológica eficiente com duas [doses]”.

Nos Estados Unidos, a A US Food and Drug Administration autorizou essa terceira dose contra a Covid-19 para certas pessoas imunocomprometidas. De acordo com a médica, essas medidas para determinados grupos são tomadas atualmente, porque “o ambiente ainda é de uma disseminação viral grotesca”.

“Não significa que estamos pensando ou que devamos pensar nesse momento em uma terceira dose para todos, porque a proteção da comunidade aumenta muito a proteção individual.”

No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estuda mais uma aplicação em idosos. Os pesquisadores ressaltaram a necessidade com relação à Coronavac para pessoas com mais de 80 anos e da Vaxzevria (antiga AstraZeneca) para aqueles com mais de 90 anos. 

A médica infectologista Luana Araújo em entrevista à CNN
A médica infectologista Luana Araújo em entrevista à CNN (13.ago.2021)
Foto: Reprodução / CNN

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