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    Transmissão pode ter decréscimo em duas semanas, diz infectologista sobre Ômicron

    Infectologista, professor da FMUSP e superintendente da  SUCEN, Marcos Boulos, falou à CNN sobre cenário epidemiológico

    Anna Gabriela Costada CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (7), o infectologista, professor da FMUSP e superintendente da  SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias), Marcos Boulos, afirmou que nas próximas semanas o Brasil pode ver uma queda no índice de transmissibilidade da variante Ômicron do coronavírus.

    “Com a Ômicron pode ser que não tenha essa calamidade que está acontecendo na Europa. Como ela é de alta transmissibilidade, provavelmente ela daqui a algum tempo deve descer com a intensidade grande, porque infecta muita gente e acaba caindo. É possível que em uma ou duas semanas se organize essa transmissão e a gente comece a ter um decréscimo da doença”, explicou o infectologista.

    Segundo o médico, atualmente a Ômicron tem contribuído muito com as infecções, impulsionadas pelas aglomerações ocorridas nas festas de fim de ano. Porém, destacou que o alto nível de vacinação é um fator positivo para evitar as internações.

    “A variante Ômicron tem contribuído muito para essa transmissibilidade enorme que estamos vendo, a grande maioria sem gravidade, o que é bom. A demanda hospitalar só no pronto atendimento, porque não está precisando internar, felizmente”, disse.

    “Nosso grau de vacinação – apesar de termos começado tardiamente – houve uma procura grande, aumentamos muito a vacinação. Tivemos um problema negativo, mas que contribuiu para o menor número de casos: tivemos muitas infecções e isso aumentou a resistência”, acrescentou o médico à CNN.