Transplante de coração de porco é marco histórico na medicina, diz cardiologista

Fernando Bacal, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, explica que óbstáculos foram vencidos com modificação genética para sucesso da cirurgia

Pedro Pimentada CNN*Tiago Tortellada CNN

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O diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Fernando Bacal, afirmou, em entrevista à CNN nesta terça-feira (11), que o transplante de coração de porco em um homem nos Estados Unidos é um “marco na medicina”.

Bascal explicou que esse tipo de operação tem sido estudado desde a década de 1980 e que muitos obstáculos foram vencidos para o sucesso da cirurgia.

Os cientistas tiveram de fazer alterações genéticas no órgão, adicionando e removendo proteínas para evitar a rejeição pelo corpo do paciente. Além disso, o cardiologista afirmou que outro risco era que viroses animais fossem transmitidas para humanos.

Por fim, o especialista afirmou que, com base em dados da Sociedade Brasileira de Medicina, o Brasil precisaria realizar 1.200 transplantes de coração por ano, mas que este número está em 400 por ano.

Além disso, segundo o cardiologista, essa cirurgia é uma possibilidade de evitar a escassez de todos os tipos de órgão para transplante.

“Ainda temos outras etapas, mas é um avanço que cria expectativa muito grande para que a gente mude a história do transplante e que os pacientes sejam transplantados com mais rapidez e agilidade, diminuindo o sofrimento de uma doença incapacitante”, pontuou Bascal.

Fernando Bacal, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia
Fernando Bacal, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia / Reprodução/CNN

*sob supervisão de Elis Franco

Veja a entrevista completa no vídeo acima

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