Universidade Johns Hopkins recoloca Brasil em levantamento da Covid-19

Pelo ranking, o Brasil aparece com 645.771 casos e continua em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos

Profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendem paciente com suspeita de Covid-19 em Jaboatão de Guararapes, em Pernambuco
Profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendem paciente com suspeita de Covid-19 em Jaboatão de Guararapes, em Pernambuco Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Pixel Press/Estadão Conteúdo (26.mai.2020)

Da CNN*, em São Paulo

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O governo federal decidiu mudar a forma como faz a divulgação e a contagem das vítimas da Covid-19 e, por isso, chegou a ser retirado momentaneamente da contabilidade do sistema de dados da Universidade Johns Hopkins, referência mundial no assunto.

A universidade recolocou o Brasil na contagem na noite deste sábado (6).

Pelo ranking, atualizado com os números da última sexta-feira (5), o Brasil aparece com 645.771 casos e continua em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos, com 1.917.080. No número de mortes, o Brasil registra 35.026 e está em terceiro lugar, atrás novamente dos EUA e do Reino Unido.

Redução de dados

Depois de retirar do ar por um dia o site que mantinha sobre informações detalhadas a respeito da Covid-19, o Ministério da Saúde atualizou a página na internet com informações básicas. O site traz apenas as informações sobre os casos de pessoas recuperadas da doença, os casos de novas contaminações e os óbitos.

Todas as demais informações históricas da doença não estão mais disponíveis.

O boletim mais recente emitido pelo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (5), apontou a confirmação de 1.009 mortes por Covid-19 nas 24 horas anteriores no país, e 30.830 novos casos de infecções. No mesmo período, foram contatos 11.977 recuperados.

Mais mudanças

Na página, o governo informa que “o processo de atualização dos dados sobre casos e óbitos confirmados por Covid-19 no Brasil é realizado diariamente pelo Ministério da Saúde através das informações oficiais repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde das 27 Unidades Federativas Brasileiras” e que esses “dados fornecidos pelos Estados são consolidados e disponibilizados publicamente todos os dias, em torno das 19h”.

Não é o que ocorria até então. Durante semanas, o Ministério divulgava as informações até as 17 horas, com coletivas de imprensa para detalhar os dados. Depois, passou a atrasar essas informações sucessivamente, até chegar ao horário das 22 horas.

Desde a sexta-feira (5), o governo tem sido criticado pela mudança da forma de divulgar os dados.

Lideranças políticas, instituições e representantes do Judiciário e Legislativo reagiram à decisão de reduzir a publicidade das informações.

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também criticou a medida e comparou com uma “plástica completa” nos dados.

Na manhã deste sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manifestou do Twitter para justificar a mudança de horário dos boletins. A razão para a mudança, segundo o presidente, foi para evitar subnotificações.

*Atualizado às 20h27 para acrescentar a informação do retorno dos dados do Brasil na página da Johns Hopkins.

(Com Estadão Conteúdo)

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