Uso contínuo de aparelhos eletrônicos pode causar problemas na pele

Luz emitida por telas pode gerar surgimento de manchas e levar ao envelhecimento precoce

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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Na edição desta segunda-feira (7) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre os riscos envolvendo o uso de celulares, tablets e computadores para a saúde da pele.

Apesar de serem constantemente associados a problemas de vista, os equipamentos eletrônicos também podem fazer mal para a pele – e tudo por causa de um grande vilão: a chamada “luz azul”. Em entrevista à CNN, o dermatologista Luan Lôbo explicou o que é a luz azul e quais males ela pode trazer para o corpo humano.

“A luz azul faz parte do chamado ‘espectro de luz visível’ e é emitida tanto pelo sol quanto por fontes artificiais. Dependendo do tempo e da intensidade da exposição, a gente pode aumentar na pele o chamado ‘estresse oxidativo’, que pode acarretar no envelhecimento mais intenso e também no surgimento de manchas”, disse.

O termo refere-se à liberação de radicais livres e substâncias que podem estimular a melanina e levar a um processo de envelhecimento precoce, segundo Fernando Gomes. O médico também explicou que a luz azul, embora chamada dessa forma, não significa necessariamente que a tela do aparelho esteja azul. A expressão, na verdade, foi cunhada para designar a radiação presente nos produtos.

A radiação pode parecer inofensiva, mas o uso contínuo é prejudicial à saúde, causando alteração nas células. Nestes casos, o melhor a se fazer – por mais estranho que pareça – é o uso de filtro solar. De acordo com Gomes, mesmo em um ambiente fechado, a aplicação do protetor é importante e pode fazer a diferença.

“Os dermatologistas falam muito sobre isso e existe um motivo. Sabemos da correlação entre o câncer de pele e os raios ultravioletas, e acaba sendo um grande aliado para quem trabalha em ambientes fechados e constantemente tem contato com esses eletrônicos. Ou seja, hoje em dia, praticamente todo mundo”, afirmou.

O neurocirurgião destacou que os estímulos luminosos emitidos por celulares já fazem parte da rotina do ser humano, ressaltando que existe um período “seguro” para a utilização dos aparelhos sem causar grandes riscos à saúde – o que não dispensa o uso de barreiras de proteção.

Entre os cuidados, Gomes também falou da importância de procurar um médico especialista na área.

“Depois [das barreiras de proteção], consulte um dermatologista, porque sempre existem dicas, estratégias e orientações de cremes, pomadas e coisas que se pode fazer para prevenir o envelhecimento precoce e o melasma”, concluiu.

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