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    Vá se vacinar mesmo que vacina da gripe não cubra cepa H3N2, diz especialista

    Infectologista Raquel Muarrek destacou a necessidade de se aumentar a vacinação em crianças porque elas transmitem o vírus por maior tempo se comparadas aos adultos

    Léo LopesDuda Cambraiada CNN

    em São Paulo

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    Quatro estados brasileiros já confirmaram que a alta nos casos de gripe formaram um cenário de epidemia. Para a infectologista do Hospital São Luiz e da Medicina Interna Personalizada (MIP), Raquel Muarrek, a vacinação contra a doença em crianças é importante para conter a transmissão do vírus Influenza.

    Raquel Muarrek, infectologista. / Reprodução/CNNBrasil/19.dez.2021

    “Diminuiu muito a vacinação infantil. As crianças estão menos vacinadas para a gripe, e elas têm maior tempo de transmissão”, disse em entrevista à CNN.

    “A gente sabe que os adultos tem uma transmissão que dura de cinco a sete dias, e a criança chega a 14 dias”, complementou.

    Responsável pelo aumento de casos, uma modificação na variante H3N2 do vírus da gripe faz com que a vacina não garanta uma proteção completa.

    Mesmo assim, Raquel Muarrek incentiva que a população vá se vacinar porque o imunizante ainda garante uma resposta imunológica contra casos graves e mortes pela doença.

    Além disso, a especialista destaca que a gripe possui uma alta transmissão por superfície. “Você precisa ter uma grande higienização de mãos, uso de máscaras, principalmente nas pessoas que estão com sintomas respiratórios”, reforçou.

    A médica destacou que os sintomas de febre alta, dores no corpo e calafrios, por exemplo, se manifestam com maior intensidade nos não vacinados.

    Pela semelhança com os sintomas da Covid-19, Raquel Muarrek argumenta que é necessário uma maior testagem da população, inclusive por conta da chegada das festas de fim de ano.

    “Idealmente o tratamento tem que ser feito nas primeiras 48 horas [após a confirmação da doença] para que se tenha uma maior resposta”, disse.

    * Entrevista produzida por Duda Cambraia, da CNN

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