Vacina russa pode ser testada em até 30 dias no Paraná, diz governo do estado

“Aguardamos que seja célere”, disse Luís Paulo Mascarenhas, coordenador de relações internacionais do governo do Paraná

Da CNN, em São Paulo

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Responsável pelas relações internacionais da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), do governo do Paraná, Luís Paulo Mascarenhas disse à CNN nesta quarta-feira (12) que, se for arriscar, acredita que entre 20 a 30 dias será possível dar início a fase 3 dos testes clínicos da vacina russa Sputnik V no estado. A terceira e última etapa dos testes clínicos de uma imunização visa verificar sua segurança e eficácia.

“Nós temos uma ideia técnica do tramite legal, que leva em torno de 10 a 20 dias. Caso consigamos vencer a parte federal, de registro da vacina no Brasil, nós daremos início a testagem. A data prévia, se fosse arriscar, [seria a daqui] 20 a 30 dias”, falou.

“Aguardamos que seja célere”, completou.

Mascarenhas, que participou das tratativas com a Rússia para firmar a parceria para testagem e produção da imunização no estado brasileiro, afirmou que as expectativas são boas.

“Nós temos um grupo de especialistas, cientistas e técnicos especializados que vão fazer todas as análises dos documentos para só então iniciarmos a tratativa para a execução do protocolo”, explicou.

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Coordenador de Relações Internacionais do governo do Paraná, Luís Paulo Mascaren
Luís Paulo Mascarenhas, em entrevista para a CNN (12.ago.2020)
Foto: CNN Brasil

O coordenador esclareceu também que, antes de iniciar a fase 3 dos testes clínicos da vacina, existe um “caminho ético e científico” para ser realizado.

“É um padrão nacional e internacional. Vamos ter que passar pelo comitê de ética, pelo Conep [Comissão Nacional de Ética em Pesquisa] e pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, falou.

Após a validação, a última fase poderá começar.

É importante lembrar que tanto a vacina da Universidade de Oxford quanto a CoronaVac, imunização produzida por laboratório chinês e com parceria do Instituto Butantan, já estão na fase 3 de testes clínicos.

(Edição: Sinara Peixoto)

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