‘Vacinas são seguras para quase todos os grupos de imunodeprimidos’, diz médico

Infectologista da USP afirma que pacientes com câncer podem se vacinar contra a Covid-19 sem qualquer contraindicação

Da CNN, em São Paulo

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Em conversa com a CNN neste domingo (24), o médico infectologista da Faculdade de Medicina da USP Álvaro Costa enfatizou o nível de segurança dos dois imunizantes que estão sendo usados no Brasil: a Coronavac e a vacina de Oxford.

Álvaro Costa chamou a atenção para o uso destas vacinas em pessoas que têm alguma disfunção imunológica. Segundo ele, até mesmo pacientes com câncer podem se proteger com os imunizantes contra a Covid-19, sem qualquer contraindicação. 

“Para as vacinas da tecnologia de vírus mortos, até adenovírus, não há nenhuma contraindicação em vacinar esses grupos populacionais. A grande questão é prestar atenção com relação às possibilidades de evolução, mas são vacinas seguras para quase todos os grupos que a gente chama de imunodeprimidos – que podem ser relacionados a câncer, à infecção pelo HIV ou mesmo a quem toma alguma droga imunossupressora”, diz. 

 

Segundo Costa, não há razão para se dar preferência a uma ou a outra vacina já que, em relação à proteção contra a forma grave, ambas mostraram equivalência em seus estudos.

“As duas são tecnologias seguras – isso tem que se destacar -, têm uma equivalência de segurança. Então, realmente, a gente criar, neste contexto de falta de doses, essa discussão vai gerar uma dúvida na cabeça das pessoas. A gente tem que desmistificar essa questão da taxa global e da taxa para grupos mais vulneráveis. As duas vacinas funcionam, as duas vacinas vão prevenir gravidade, internação, e são duas tecnologias seguras. E é o que a gente tem para fazer em um país continental”, afirmou.

 

Internações

O infectologista chamou a atenção para o aumento de pacientes jovens internados em hospitais públicos e privados, em São Paulo, por conta da Covid-19. 

“Realmente a gente tem visto, nesta suposta segunda leva de casos, uma população mais jovem sendo internada. Obviamente não diminuiu, a população idosa também continua. A população vulnerável, acima de 60 e 70 anos, também está ocupando leitos. Mas a gente observa uma característica um pouco diferente neste segundo momento da pandemia no Brasil, realmente numa população mais jovem, que está trabalhando, que saiu, que, muitas vezes, nos finais de semana, à noite, não respeita as condições relacionadas à restrição de circulação”.

(Publicado por Maria Carolina Abe)

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