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    Velocidade da vacinação é o que controla uma pandemia, diz epidemiologista

    São Paulo adiantou cronograma para imunizar todos os adultos até setembro; em São Luís, pessoas abaixo de 30 anos sem comorbidades já estão sendo vacinados

    Produzido por Layane Serrano, da CNN em São Paulo

    Diante da corrida pela imunização contra a Covid-19, muitos estados e municípios brasileiros estão anunciando o adiantamento da campanha de vacinação. É o caso de São Paulo, por exemplo, que adiantou o cronograma para imunizar todos os adultos até metade de setembro. Em São Luís, no Maranhão, pessoas abaixo de 30 anos sem comorbidades já estão sendo vacinadas.

    À CNN, a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Ethel Maciel, comemorou a aceleração da vacinação contra a doença no país. “Essa aceleração é excelente, porque sabemos que o que conta numa corrida para controlar essa pandemia é a velocidade [da vacinação] e o número de pessoas que nós conseguimos atingir, e nós estávamos [em um ritmo] muito lento”, afirmou ela.

    Na avaliação da especialista, os documentos que comprovam comorbidade têm sido uma barreira importante no ritmo de imunização contra a Covid-19, principalmente para as pessoas mais vulneráveis do ponto de vista socioeconômico.

    “Esse grupo com comorbidades tem uma barreira importante porque nem todas as pessoas têm acesso fácil ao serviço de saúde para conseguir declaração ou laudo necessário [para comprovar] sua comorbidade e [conseguir] se vacinar. Então, isso tem sido uma dificuldade em vários estados e municípios por conta da dificuldade em acessar o serviço de saúde.”

    Por isso, de acordo com Maciel, é importante começar a vacinar de acordo com a faixa etária.

    “O ideal nesse momento é acelerar por faixa etária. Dentro das próprias faixas etárias têm as pessoas com comorbidades. A pessoa, então, só precisa mostrar um documento comprovando a idade, não precisa ir ao serviço de saúde solicitar. O vírus está na nossa frente, precisamos acelerar essa corrida. Nós estamos perdendo e cada dose conta.”