Waack: Brasil precisa negociar preços com fabricantes de vacinas contra Covid-19

Gestores públicos precisam assumir riscos para negociar preços, algo que a máquina pública brasileira parou de fazer há algum tempo

Da CNN
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No quadro CNN Poder desta quinta-feira (3), na CNN Rádio, William Waack comenta um dos desafios no Brasil para estabelecer um programa de vacinação contra o novo coronavírus: a negociação do preço dos imunizantes com as farmacêuticas.

“Qual o nosso principal problema? Por incrível que parece é uma certa falta de planejamento, embora todo mundo prevesse que chegando que nesse ponto de combate à pandemia a utilização de vacinas exigiria um enorme esforço logísticos”, disse.

“Nossos problemas estão em negociar preços com as fabricantes de vacina, que diferem radicalmente entre si e podem ser de 20 a 30 vezes mais caros, e também para usar instrumentos simples de aplicação, como seringas, que estão faltando porque não foram providenciadas a tempo”, continuou.

Para Waack, há também uma questão burocrática/regulatória/legal que é estabelecer em que medida o uso emergencial das vacinas permite também uma autorização para uso comercial. 

Neste sentido, porém, ele diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu “critérios que os especialistas consideram adequados”.

“Mas para decidir qual será a vacina usada, temos que negociar preço. Para negociar preço, precisamos que os gestores públicos assumam esse risco e é isso que a máquina pública brasileira parou de fazer há algum tempo. Em outras palavras, nosso problema, de novo, são as questões estruturais que nos colocam em situações conjunturais difíceis.”