Como saber qual a melhor prótese de silicone para você?

Embora o volume seja um dos fatores considerados no planejamento da cirurgia, ele é apenas uma parte de um processo que envolve características do corpo, preferências estéticas e outros critérios técnicos

Simone Machado, colaboração para a CNN Brasil
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Se você está pensando em colocar próteses de silicone nos seios e está em dúvida sobre o tamanho, saiba que esse não é o único critério que deve ser avaliado na hora da escolha. E cuidado para não se frustrar caso o cirurgião plástico te aconselhe a optar por uma prótese menor ou até mesmo maior do que a que você imaginou.

Embora o volume seja um dos fatores considerados no planejamento da cirurgia, ele é apenas uma parte de um processo que envolve características do corpo, preferências estéticas e outros critérios técnicos.

Na prática, o tamanho da prótese mamária, medido em mililitros (ml), indica o volume de silicone que será implantado. No entanto, o mesmo volume pode gerar resultados visuais diferentes de pessoa para pessoa. Isso porque a largura do tórax, a quantidade de tecido mamário existente, elasticidade da pele e proporção corporal fazem a diferença.

Como cirurgião e paciente escolhem uma prótese?

O ponto de partida para a escolha da prótese é o biotipo da paciente. Cirurgiões utilizam medidas precisas do tórax para entender qual o limite de largura que o corpo suporta sem que a prótese ultrapasse as linhas laterais ou cause desconforto.

É nessa etapa que o formato do implante também ganha relevância. As próteses redondas, mais comuns, preenchem de forma homogênea e são indicadas para quem busca destaque no colo mamário.

Já as próteses anatômicas, conhecidas como "formato de gota", concentram o volume na parte inferior imitando o formato natural da mama, sendo as preferidas por pacientes que priorizam o aspecto mais discreto ou que possuem pouco tecido mamário.

“É preciso lembrar que, mais do que o tipo de implante, o importante é avaliar a estrutura da mama. A escolha entre elas depende do biotipo da paciente, da técnica cirúrgica e do efeito estético desejado”, diz Larissa Sumodjo, cirurgiã plástica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Além do formato, a projeção do implante também influencia no resultado final. Esse parâmetro determina o quanto a prótese se projeta para frente em relação ao tórax. Implantes com projeção mais alta podem criar mamas mais evidentes, enquanto projeções moderadas ou baixas costumam gerar resultados mais sutis e proporcionais ao corpo.

A largura da base da prótese é outro fator técnico importante. Cada implante possui um diâmetro específico e a escolha precisa respeitar a largura natural do tórax da paciente. Quando a base do implante é muito larga ou muito estreita para o corpo, o resultado pode ficar artificial ou desproporcional.

“A largura do tórax determina o diâmetro máximo da prótese sem comprometer o resultado. A quantidade de tecido mamário influencia na cobertura, já que pacientes com pouco tecido precisam de implantes com projeção maior, extra-alto, por exemplo, para compensar a falta de projeção da própria mama. A distância entre as mamas e a posição do sulco inframamário também devem ser avaliadas. Todos esses fatores determinam o tamanho, tipo e posicionamento ideal para cada paciente”, detalha Tulio Carneiro, cirurgião plástico.

O material é outro ponto que deve ser avaliado na hora de escolher as próteses. Atualmente, quase todos os implantes são preenchidos com gel de silicone coesivo de alta performance. Isso significa que, em caso de ruptura, que, apesar de rara, pode acontecer, o conteúdo não vaza e não se espalha pelo organismo.

Quanto à superfície, as próteses podem ser texturizadas ou microtexturizadas. A evolução tecnológica tem priorizado superfícies que favoreçam a integração com os tecidos do corpo, reduzindo o risco de complicações.

Grande parte dos cirurgiões plásticos conta com softwares de simulação 3D que permitem à paciente visualizar uma estimativa do resultado em seu próprio corpo antes da cirurgia. Além disso, o uso de "moldes" externos durante a consulta ajuda a entender como o peso e o volume de diferentes mililitros impactam a silhueta e o conforto físico, fazendo com que o resultado fique mais próximo da expectativa do paciente e o procedimento seja seguro.

“Mais do que escolher um 'tamanho', o objetivo é encontrar uma prótese proporcional, segura e harmoniosa com o corpo da paciente”, diz Sumodjo.