Paquistão bloqueia Tinder, Grindr e outros aplicativos de relacionamento


Sherisse Pham, da CNN
02 de setembro de 2020 às 02:22
O Paquistão bloqueou cinco aplicativos de relacionamentos em seu território, incluindo o Tinder e o Grindr, alegando "conteúdo imoral e indecente".

A agência de telecomunicações do país afirmou nesta terça-feira (1º) que bloqueou o acesso da população ao Tinder, Tagged, Skout, Grindr e SayHi depois que os aplicativos de namoro e transmissão ao vivo entraram em conflito com as leis locais.

A Autoridade de Telecomunicações do Paquistão declarou que emitiu avisos às empresas aconselhando-as a remover os serviços de namoro e moderar o conteúdo de transmissão ao vivo em seus aplicativos. As empresas não responderam em tempo - daí o bloqueio, disse a autoridade.

O órgão governamental acrescentou que pode "reconsiderar" o bloqueio se os aplicativos aderirem às leis locais e "moderarem o conteúdo indecente e imoral".

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Populares em grande parte do mundo, o Tinder e o Grindr têm muito menos força no Paquistão, país profundamente conservador e religioso.

O Tinder foi baixado 440.000 vezes no Paquistão nos últimos 12 meses, em comparação com 13 milhões de vezes nos Estados Unidos durante o mesmo período, de acordo com a empresa de análise de dados Sensor Tower.

O Grindr - que se descreve como "o maior aplicativo de rede social para gays, bi, trans e queer" - foi baixado 300.000 vezes no Paquistão, em comparação com quase 2 milhões nos Estados Unidos nos últimos 12 meses.

Tagged e SayHi foram baixados cerca de 300.000 vezes no Paquistão, e Skout 100.000 vezes nos últimos 12 meses, de acordo com a Sensor Tower.

O Tinder, que é propriedade da Match (MTCH), não respondeu imediatamente a um pedido da CNN por comentários sobre o caso. Grinder e The Meet Group (MEET), que é proprietário da Tagged and Skout, também não responderam até o fechamento da matéria. O SayHi não foi encontrado para comentar.

A agência de telecomunicações do Paquistão também ameaçou bloquear o TikTok, o popular aplicativo de compartilhamento de vídeo sob enorme pressão nos Estados Unidos.

Em julho, a autoridade governamental emitiu um "aviso final" para o TikTok sobre "conteúdo imoral, obsceno e vulgar" encontrado no aplicativo.

Na semana passada, o regulador divulgou que se reuniu com  administração da TikTok e observou que, embora o aplicativo tenha retirado conteúdo indecente, deve ser implementada uma moderação mais forte para garantir que "material ilegal" não seja acessível no Paquistão.