Rede adotada por conservadores, Parler volta ao ar após ser removida pela Amazon

Retorno ocorre depois de revelações de que alguns dos invasores do Capitólio teriam se organizado pela plataforma.

Por Brian Fung, CNN Business
15 de fevereiro de 2021 às 18:55 | Atualizado 15 de fevereiro de 2021 às 19:08
O aplicativo Parler
O aplicativo Parler
Foto: CNN (11.jan.2021)

 A rede social preferida pelos conservadores, a Parler, voltou ao ar nesta segunda-feira (15) com um site reformulado, um mês depois de ter sido suspenso pela Amazon Web Services.

"Fale livremente e expresse-se abertamente, sem medo de ficar 'desplataformado' por suas opiniões", dizia a página inicial de Parler. O conteúdo anterior ao desligamento da Parler não está mais disponível.

Em seu primeiro post na plataforma nesta segunda-feira, a própria conta de Parler deu as boas-vindas aos usuários e disse: "Não seremos cancelados", seguido por um emoji de um bíceps flexionado.

O retorno do site marca a reabertura da rede social depois de revelações de que alguns dos rebeldes que invadiram o Capitólio, nos Estados Unidos,  haviam se organizado na plataforma Parler e, fizeram com que as principais plataformas de tecnologia parassem de fazer negócios com a empresa.

 As decisões da Amazon (AMZN), Apple (AAPL) e Google (GOOGL) de não trabalhar com Parler essencialmente cortaram a empresa do acesso à Internet pública. Nas últimas semanas, os visitantes da Parler.com foram recebidos por uma mensagem estática de espaço reservado.

Agora, o serviço parece estar novamente online. Além de ter um logotipo aparentemente redesenhado, o site também contém um link para um novo documento de diretrizes da comunidade que explica que a empresa "não se permitirá ser usada como ferramenta para crimes, atos ilícitos civis ou outros atos ilícitos".

As diretrizes da comunidade ainda afirmam que a plataforma tentará remover o mínimo possível de conteúdo, mostrando como a empresa está tentando equilibrar sua proposta para os usuários, como um paraíso para o discurso irrestrito.

“Em nenhum caso a Parler decidirá que [conteúdo] será removido ou filtrado, ou cuja conta será removida, com base na opinião expressa no conteúdo em questão”, diz as diretrizes da comunidade.

O documento acrescenta que a Parler espera que os usuários organizem seus próprios feeds usando ferramentas fornecidas pela plataforma, como silenciar ou bloquear usuários e palavras-chave.

Desde que foi removido da plataforma de hospedagem da Amazon Web Services, surgiram dúvidas sobre onde a Parler poderia recorrer para obter suporte de infraestrutura, incluindo hospedagem de domínio e segurança na web.

A CNN relatou anteriormente que a empresa havia contratado DDoS-guard, um provedor de serviços em nuvem com base na Rússia. Essa decisão levou a presidente do Comitê de Supervisão da Câmara a buscar documentos de Parler, sobre seus vínculos com o DDoS.

Agora, em sua versão mais recente, a Parler direciona o tráfego para um endereço de IP vinculado a um provedor de serviços em nuvem, com sede na Califórnia, chamado SkySilk. 

A Parler e SkySilk não responderam, até o momento, a um pedido de nota sobre o caso.