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    Cientistas da Nasa descobrem indícios de colisão cósmica apocalíptica

    Planetas gigantes podem ter se chocado há muito tempo deixando para trás apenas um único núcleo derretido rodeado por uma nuvem de gás, rocha quente e poeira

    Ilustração mostra consequências de uma colisão entre dois exoplanetas gigantes; o que resta é um núcleo planetário quente e derretido e uma nuvem rodopiante e brilhante de poeira e detritos
    Ilustração mostra consequências de uma colisão entre dois exoplanetas gigantes; o que resta é um núcleo planetário quente e derretido e uma nuvem rodopiante e brilhante de poeira e detritos Ilustração de Mark A. Alho/Nasa/Divulgação

    Pedro N. Jordãoda CNN

    São Paulo

    Um grupo de cientistas da Nasa descobriu alguns indícios de que colisões planetárias gigantescas podem ter ocorrido no nosso sistema solar há muito tempo.

    Uma nuvem de poeira e gás com uma luminosidade estranha e flutuante serviu de evidência para os pesquisadores.

    Segundo a Nasa, cientistas que investigam acontecimentos de fora do nosso sistema solar, em busca de exoplanetas distantes, podem detectar evidências semelhantes de que planetas por vezes colidem em todo o universo.

    No caso do novo estudo, os cientistas olharam também como pistas a inclinação de Urano e a existência da Lua da Terra.

    Segundo eles, esses elementos apontam para momentos quando planetas próximos, dentro do nosso sistema, se chocaram, mudando para sempre formato e lugar de órbita.

    Os cientistas da Nasa estavam observando uma jovem estrela semelhante ao Sol (com 300 milhões de anos) quando notaram algo estranho: o brilho da estrela diminuiu repentina e significativamente.

    Uma equipe de investigadores olhou um pouco mais de perto e descobriu que, pouco antes deste apagamento, a estrela exibiu um aumento repentino na luminosidade infravermelha.

    Ao estudar a estrela, a equipe descobriu também que a luminosidade aumentada dela durou mil dias.

    No entanto, 2,5 anos depois, a estrela foi inesperadamente eclipsada por algo, causando a queda repentina no brilho. Esse eclipse durou 500 dias.

    Ainda na investigação, a equipe descobriu que o culpado por trás do aumento de luminosidade e do eclipse era uma nuvem gigante e brilhante de gás e poeira.

    E a razão mais provável para a nuvem repentina que causou o eclipse é, segundo os cientistas da Nasa, uma colisão cósmica entre dois exoplanetas, um dos quais provavelmente continha gelo.

    Um acidente como este liquefaria completamente os dois planetas, deixando para trás um único núcleo derretido rodeado por uma nuvem de gás, rocha quente e poeira (como na ilustração acima).

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