Cientistas descobrem o buraco negro mais próximo da Terra

Chamado de 'unicórnio', o buraco negro foi encontrado devido à influência que exerce sobre uma estrela vermelha da constelação de Monoceros, na Via Láctea

Cientistas da Universidade do Estado de Ohio descobriram um novo buraco negro, que foi batizado de 'Unicórnio'
Cientistas da Universidade do Estado de Ohio descobriram um novo buraco negro, que foi batizado de 'Unicórnio' Foto: Universidade do Estado de Ohio

Raphael Coraccini, colaboração para CNN Brasil

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Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio acharam evidências do que parece ser o buraco negro mais próximo da Terra. O fenômeno, que foi apelidado de “O Unicórnio”, está a apenas 1.500 anos-luz da Terra. 

Além do fato de ser o mais próximo do nosso planeta que se tem notícia, é também um dos menores já encontrados. Mas a definição de pequeno só pode ser usada em comparação com outros buracos negros, porque “O Unicórnio” tem o equivalente a três vezes a massa do sol, segundo os cientistas. 

É essa robustez dos buracos negros que permitem aos cientistas os localizarem no universo. Eles não emitem luz, portanto, só podem ser detectados pela sua poderosa força gravitacional e a influência dela sobre corpos celestes. 

Os cientistas identificaram o buraco negro observando a distorção na forma de uma estrela gigante vermelha em uma constelação da Via Láctea chamada de Monoceros, que significa unicórnio, em latim. 

Todd Thompson, um dos autores do estudo e presidente do departamento de astronomia do estado de Ohio, afirma que a forma ovalada da estrela pode ser explicada pela presença de um buraco negro, que está puxando o astro para dentro do seu campo gravitacional.

“Assim como a gravidade da lua distorce os oceanos da Terra, fazendo com que os mares se projetem em direção à lua e depois se afastem dela, produzindo marés altas, o buraco negro distorce a estrela em uma forma de bola de futebol [americano], com um eixo mais longo que o outro”, disse Thompson. 

Além do grau de distorção da gigante vermelha, a velocidade com que ela gira em torno da sua órbita também é um dos sinais usados pelos cientistas para detectarem a massa do buraco negro. 

Durante a última década, cientistas quebraram a cabeça para tentar encontrar pequenos buracos negros, mas não tiveram sucesso e cogitaram até o fato de que eles não existiam. 

Porém, o trabalho de Thompson deu início da uma investigação mais minuciosa, que levou o estudante de doutorado em astronomia na Universidade Estadual de Ohio, Tharindu Jayasinghe, ao “Unicórnio”. “Quando olhamos os dados, esse buraco negro [O Unicórnio] simplesmente apareceu”, disse Jayasinghe. 

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