Depois do YouTube, Google corta receita de anúncios de mídia estatal russa

Ação marca outro golpe na mídia ligada à Rússia, após onda de críticas às Big Techs por permitirem que monetização continue apesar da invasão na Ucrânia

Medida tomada pelo Google segue a proibição anunciada sexta-feira pelo Meta
Medida tomada pelo Google segue a proibição anunciada sexta-feira pelo Meta Reuters

Brian Fungda CNN

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O Google não permitirá mais que os meios de comunicação estatais russos exibam anúncios, seguindo uma decisão semelhante tomada pela subsidiária de vídeo da gigante de tecnologia, o YouTube, no sábado (26).

“Em resposta à guerra na Ucrânia, estamos pausando a monetização do Google da mídia financiada pelo Estado russo em nossas plataformas”, disse o Google em nota à CNN Business no domingo (27). “Estamos monitorando ativamente novos desdobramentos e tomaremos outras medidas, se necessário”.

O anúncio marca o mais recente golpe na mídia russa, em meio a uma onda de críticas direcionadas às plataformas de Big Tech, na semana passada, por permitirem que a monetização continuasse apesar da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Em uma declaração separada neste fim de semana, o YouTube disse que interromperá temporariamente a capacidade de vários canais russos – incluindo a RT patrocinada pelo estado – de monetizar seu conteúdo na plataforma. E também estará “limitando significativamente” as recomendações para esses canais, acrescentou.

À medida que a crise na Ucrânia se intensifica, as empresas de mídia social lutam para conter a desinformação e a propaganda estatal russa. Um porta-voz do YouTube disse que a empresa removeu centenas de canais e milhares de vídeos nos últimos dias, incluindo canais para práticas enganosas coordenadas.

A medida tomada pelo Google segue a proibição anunciada sexta-feira pelo Meta, sobre a capacidade da mídia estatal russa de veicular anúncios e monetizá-los na plataforma da empresa. O chefe de política de segurança do Meta, Nathaniel Gleicher, disse no Twitter no sábado que a empresa continuará colocando rótulos em postagens adicionais da mídia estatal russa.

Também na sexta-feira, o governo russo decidiu “restringir parcialmente” o acesso ao Facebook no país, depois de acusar a plataforma de censura ilegal. O Ministério das Comunicações da Rússia afirmou que o Facebook “violou os direitos e liberdades dos cidadãos russos”, alegando que a rede social havia reprimido vários meios de comunicação russos na quinta-feira.

Em resposta às alegações, o presidente de assuntos globais da Meta, Nick Clegg, disse na sexta-feira que a Rússia ordenou que a empresa “parasse a verificação independente de fatos e rotulagem” de quatro canais russos.

“Nós recusamos”, disse Clegg em um comunicado. “Russos comuns estão usando nossos aplicativos para se expressar e se organizar para a ação. Queremos que eles continuem fazendo suas vozes serem ouvidas, compartilhar o que está acontecendo e se organizarem”.

Google Maps na Ucrânia

 Separadamente, o Google Maps também bloqueou dois recursos na Ucrânia que fornecem informações aos usuários em tempo real, confirmou a empresa à CNN Business no domingo (28).

O Google fez a mudança em um esforço para ajudar a manter os ucranianos seguros e após consultas com autoridades locais, disse a empresa.

Os recursos desativados incluem a sobreposição de tráfego em tempo real da empresa – um recurso que alguns pesquisadores usaram para monitorar o conflito de longe – bem como o Live Busyness, um recurso que mostra o quão cheio um local pode estar em um determinado momento.

As atualizações de tráfego ainda estão disponíveis na Ucrânia enquanto se usa o modo de navegação do Google Maps, disse o Google.

Com informações de Ramishah Maruf

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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