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    Estudo aponta que Whatsapp é o aplicativo mais usado durante a pandemia

    Na sequência, aparecem o Instagram e o Youtube; cerca de 73% das pessoas apontaram que o acesso seria para distração

    WhatsApp disse que decidiu alterar a configuração após observar um “aumento significante” no número de mensagens encaminhadas desde o início da crise da COVID-19
    WhatsApp disse que decidiu alterar a configuração após observar um “aumento significante” no número de mensagens encaminhadas desde o início da crise da COVID-19 Foto: Phil Noble - 27.mar.2017/ Reuters

    Julyanne Jucá e Leonardo Lopes *, da CNN em São Paulo

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    Um estudo feito por professores e estudantes do Núcleo de Marketing e Consumer Insights (NUMA), da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), apontou que o Whatsapp é o aplicativo mais usado durante a pandemia da Covid-19. O objetivo da pesquisa era entender e avaliar o impacto dos aplicativos na rotina durante o período de isolamento social.

    O NUMA criou um questionário online com 11 perguntas e a duração média de três minutos para as respostas, que foi compartilhado em diferentes redes sociais e contou com a participação de 387 usuários. Os dados foram coletados entre os dias 21 de maio e 12 de junho.

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    A maioria das respostas foram de mulheres (60,1%), estudantes (51,3%) e pessoas com renda familiar acima de R$20 mil (27,8%). 

    Entre os aplicativos mais usados, o Whatsapp ficou à frente dos outros de forma disparada: 97% dos respondentes afirmaram o uso frequente durante a pandemia. Na sequência, aparecem o Instagram (88%) e o Youtube (75%).

    A pesquisa ainda fez uma relação entre os aplicativos e a experiência buscada pelos usuários durante esse momento de forte pressão psicológica. Cerca de 73% das pessoas apontaram que o acesso seria para distração, enquanto 58% disseram bem estar, 56% em busca de sentimentos positivos e 48% com o objetivo de controle da ansiedade. 

    Já sobre a utilidade, 77% utilizaram os aplicativos para passar o tempo vendo vídeos, enquanto 73% para conversar com família e amigos e 50% para trabalhar em casa. 

    Comparando homens e mulheres, o primeiro grupo apresentou mais sentimentos positivos ao usar os aplicativos, enquanto o segundo desenvolvia mais ansiedade, estresse e cansaço. Outro apontamento feito é que, “durante o uso dos apps, pessoas com mais de 35 anos demonstram maior bem-estar emocional e sentimentos positivos, apesar de também sentirem solidão.”

    Foi constatado, por fim, que pessoas com mais de 45 anos utilizavam apps para manter contato com outras pessoas durante o isolamento, adultos entre 25 e 34 anos mais pedem comida por aplicativos de delivery, enquanto jovens, de até 17 anos, optaram por plataformas de filmes, séries e vídeos.

    (*Sob supervisão de Julyanne Jucá)

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