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    IA do Google encontra mais de 2 milhões de materiais que impulsionam tecnologias

    Ferramento GNoMe tem como objetivo diminuir o custo da descoberta de novos materiais para impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias, como novas fontes de bateria

    Descoberta pode alavancas o desenvolvimento de condutores mais eficientes e supercomputadores
    Descoberta pode alavancas o desenvolvimento de condutores mais eficientes e supercomputadores Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

    Flávio Ismerimda CNN

    São Paulo

    A GNoMe, uma ferramenta de inteligência artificial (IA) do Google, descobriu 2,2 milhões de novos cristais inorgânicos. Desse total, 380.000 podem ser usados para alimentar novas tecnologias como energia renovável e computação de ponta por serem mais estáveis.

    O objetivo da ferramento é justamente reduzir custos e acelerar a descoberta de novos materiais para impulsionar diferentes tecnologias.

    Segundo pesquisadores do Google Deepmind, os resultados colhidos do trabalho da GNoME já economizaram cerca de 800 anos de conhecimento e aumentam “drasticamente a velocidade e a eficiência da descoberta” de novos materiais.

    No passado, os cientistas usavam da técnica de tentativa e erro para ir testando novas combinações de elementos ou ajustando cristais já previamente conhecidos na tentativa de descobrir novos. Esse método exigia muito mais tempo para que resultados seguros fossem alcançados.

    A expectativa é que os cristais estáveis potencializem a descoberta de novos supercondutores, o que auxiliaria no desenvolvimento e realização de supercomputadores e no aumento da eficiência dos carros elétricos, por exemplo.

    736 dessas substâncias descobertas pela ferramenta já foram criadas de forma independente por laboratórios de todo o mundo.

    “Esperamos que esses recursos impulsionem a pesquisa em cristais inorgânicos e desbloqueiem a promessa de ferramentas de machine learning como guias para experimentos científicos”, diz o Deepmind.

    Nova ferramenta de IA do Google

    O Google lançou na quarta-feira (6) o Gemini, seu modelo mais avançado de IA.

    O novo modelo foi testado em uma ampla variedade de tarefas, superando 30 dos 32 pontos das referências acadêmicas amplamente utilizadas na pesquisa e no desenvolvimento de grandes modelos de linguagem.

    O Gemini tem capacidade de organizar, compreender, operar e combinar diferentes tipos de informação, incluindo:

    • textos;
    • imagens;
    • áudios;
    • vídeos; e
    • linguagens de programação.

    Em sua divulgação, o Google afirma que o “Gemini vai melhorar significativamente a forma como os desenvolvedores e as empresas constroem soluções com IA”.

    Veja também: Entenda como a inteligência artificial ganha destaque na guerra