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    Maior reator de fusão nuclear do mundo é ligado no Japão

    JT-60SA é iniciativa colaborativa entre União Europeia e país do oriente com intenção de estabelecer a técnica como futura fonte de energia sustentável e limpa

    Maior reator de fusão do mundo, JT-60SA, ligado no Japão na sexta-feira
    Maior reator de fusão do mundo, JT-60SA, ligado no Japão na sexta-feira © F4E e QST/Divulgação

    Da CNN*

    O maior reator de fusão nuclear do mundo, o JT-60SA, foi ligado no Japão na última sexta-feira (1º). A iniciativa é do país em parceria com a União Europeia, com objetivo de estabelecer a técnica como futura fonte de energia sustentável e limpa.

    O equipamento está localizado na cidade de Naka, província de Ibarakina, no Japão.

    Participaram da cerimônia de inauguração autoridades do bloco europeu e do país oriental. Elas reafirmaram a cooperação de longa data no domínio da energia de fusão.

    Ambas as partes também destacaram a intenção de continuar produzindo resultados investigativos e inovadores que contribuam com a construção de reatores de fusão ainda melhores no futuro.

    Houve ainda um compromisso conjunto de fortalecer a Escola Internacional de Fusão JT-60SA (JIFS), inaugurada em setembro, para formar jovens cientistas e engenheiros e desenvolver os recursos humanos necessários para alcançar a energia de fusão no futuro.

    Reator de fusão nuclear

    A fusão nuclear é uma tecnologia em desenvolvimento que é apontada por alguns cientistas como uma possível resposta para as mudanças climáticas e as adaptações que o mundo precisará fazer para preservar o meio ambiente.

    Diferente de fissão nuclear, técnica que é usada para gerar energia atualmente em reatores de usinas nucleares, a fusão não divide núcleos atômicos, mas funde.

    A fusão de dois ou mais núcleos atômicos leves gerar uma quantidade gigantesca de energia, muito superior à liberada na queima do carbono, por exemplo.

    Relembre – Cientistas anunciam feito em fusão nuclear e abrem caminho para energia limpa infinita

    *Publicado por Pedro Jordão, da CNN em São Paulo