Molhou? Veja o que fazer se o celular tiver contato com água
À CNN Brasil, Adriano Ponte explicou quais são os riscos do smartphone ficar na umidade

Acidentes acontecem, inclusive quando celulares sem querer "mergulham" na água ou são atingidos por algum tipo de umidade. O truque de colocar o aparelho no arroz até pode funcionar, mas é importante seguir as instruções do fabricante para que não surjam danos permanentes.
À CNN Brasil, Adriano Ponte, especialista do Canaltech, explicou quais são os riscos, o que fazer quando um smartphone molhar e quais truques são efetivos nessas ocasiões. Leia a entrevista abaixo.
Qual a quantidade de água que um celular suporta?
As fabricantes se dispõe a proteger o telefone dentro das normas de IP, certificação chamada Ingress Protection, que diz que o celular resiste até uma certa profundidade por um determinado tempo.
Os aparelhos da Samsung e da Apple, por exemplo, têm IP 67 e IP 68, só que, apesar da norma falar de uma imersão temporária em água por até 30 minutos, em 1,5 metros, a dona do iPhone eleva o limite para quase seis metros, dependendo do aparelho.
A resposta é: o que estiver no site da fabricante é regra.
Um lembrete é de sempre guardar a captura de tela, o manual ou algum lugar que cite isso, para que, caso a fabricante negar uma cobertura de defeito, mostre que a marca se comprometeu com essa resistência.
Existe algum risco em deixá-lo molhado?
Sim, com certeza. Apesar do aparelho ser resistente a imersão temporária, manchas estéticas podem e vão acontecer nos materiais. Mesmo que não entre água no dispositivo, ele pode ficar esteticamente danificado.
Uma mancha em cima da lente da câmera pode comprometer o funcionamento do equipamento e alguns itens podem oxidar.
Conectores e outras partes expostas, uma vez molhadas ou em contato com a água, devem ser secadas o mais rápido possível. Caso seja água com contaminantes ou salgada, as fabricantes dizem que é necessário enxaguar com água corrente doce imediatamente
O que fazer caso esse limite seja ultrapassado?
Infelizmente não tem muito o que fazer a não ser torcer porque, apesar de ultrapassar o limite de água ser um risco, não é uma sentença de morte para o aparelho.
Temos casos documentados de iPhones que ficaram submersos por meses em profundidades acima do que a fabricante sugere e que foram resgatados em perfeitas condições operacionais.
Caso o limite seja ultrapassado, é importante retorná-lo imediatamente para dentro do limite, tirá-lo da água, secá-lo e verificar se está tudo bem com o equipamento.
Colocar no arroz funciona?
Não é algo que vai restaurar magicamente o seu aparelho mas, caso ele esteja com água excessiva e isso esteja interferindo no funcionamento, é muito provável que ajude.
O arroz absorve bastante umidade e isso ajuda muito. Melhor do que arroz só a sílica, mas é algo caro e mais raro de conseguir, então é muito mais rápido e prático colocar nesses grãos. Só que quando o celular teve contato muito severo com a água, que ela entrou nos circuitos e em outros componentes internos, raramente o arroz ter algum efeito.
Quando pode voltar a usar o celular depois de molhar?
Se o celular é IP 67 ou 68, imediatamente. O que deve ser evitado é conectar na tomada logo após molhar a porta de carregamento — e la fica desativada e isso pode oferecer por o componente ainda úmido.
O conector pode tanto não funcionar como deveria quanto complicar a vida do carregador e do celular.
Se a pessoa tem um aparelho capaz de lidar com a umidade e de com ambientes molhados, basta que aguarde, seque as portas e depois use normalmente o carregador. O uso do celular em si pode ser feito de forma imediata.
Caso o aparelho tenha zero resistência à água e parou de funcionar ou ainda está funcionando, não faz diferença — em alguns dias, ele vai mostrar sinais de possível corrosão ou mesmo de outras complicações.
O ideal, caso o celular não tenha resistência ou tenha desligado após o contato com a água é que a pessoa interrompa completamente o uso e busque assistência. Colocar no arroz faz sentido, porém ainda assim não resolverá problemas mais sérios que tenham acontecido.


