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    Nasa pode construir ferrovia na Lua até 2030; entenda

    Projeto receberá cerca de R$ 3 milhões para continuar a desenvolver a pesquisa pelos próximos dois anos

    O Float (Flexible Levitation on a Track) foi desenvolvido por Ethan Schaler, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA
    O Float (Flexible Levitation on a Track) foi desenvolvido por Ethan Schaler, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA Ethan Schaler/Nasa

    Giovana Christda CNN

    Um projeto que prevê a construção de ferrovias na Lua até 2030 passou para a segunda fase do programa de Conceitos Inovadores Avançados (Niac) da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos).

    Seis propostas foram selecionadas para essa etapa e cada grupo receberá cerca de R$ 3 milhões para continuar a desenvolver a pesquisa pelos próximos dois anos. Ao final desse período, os projetos aprovados poderão virar uma missão espacial.

    O Float (Flexible Levitation on a Track) foi desenvolvido por Ethan Schaler, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Ele prevê a construção de um trilho para robôs magnéticos flutuarem. No projeto, os automóveis não encostariam nos trilhos, evitando a dissipação de poeira lunar.

    As máquinas passariam por uma pista feita de três camadas: uma de grafite, usada para fazer com que os robôs flutuassem a partir da magnetização; uma com um circuito elétrico para gerar o impulso magnético necessário no transporte; e uma com painéis solares, para gerar energia para os trilhos.

    A instalação da pista seria simplificada, precisando apenas ser desenrolada no solo, com a possibilidade de a recolher e alterar o local do transporte.

    Os outros projetos englobam ideias como: um telescópio baseado em fluidos; um foguete de plasma pulsado; o uso de células termoradiativas para geração de energia fora do planeta; um radiotelescópio de baixa frequência; e a aplicação de sensores baseados em pontos quânticos.

    “Nossos colegas do Niac nunca deixam de surpreender e inspirar, e esta turma definitivamente oferece à Nasa muito para refletir sobre o que é possível no futuro”, disse John Nelson, executivo do programa Niac na sede da agência em Washington.