10 artistas brasileiras contemporâneas que você precisa conhecer

Com reconhecimento nacional e internacional, estas artistas se dedicam à criação de obras de várias vertentes, com influências modernistas, hiper-realistas e abstratas

Ana Luiza Brant, colaboração para o Viagem & Gastronomia
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A arte brasileira está cheia de mulheres produzindo obras potentes, reconhecidas dentro e fora do país. De trabalhos hiper-realistas que reproduzem interiores domésticos a pinturas abstratas que representam memórias e estados de espírito, elas conquistam espaço Brasil afora por meio de suas expressões.

Um exemplo é Tadáskía, que venceu o Prêmio Global de Arte K21 no ano passado, um dos principais da Alemanha. Ela também entrou para a "TIME100 Next" de 2025, que lista as estrelas em ascensão mais influentes do mundo. Já a artista plástica Adriana Varejão é conhecida pelas obras inspiradas nos azulejos portugueses. Ela tem uma galeria no Instituto Inhotim desde 2008.

Além de Tadáskía e Varejão, a colunista Ana Luiza Brant, empreendedora cultural e nome por trás do projeto Culture Kids, compartilha abaixo uma lista de artistas brasileiras que ajudam a entender a diversidade e a força da produção artística feminina brasileira na arte contemporânea:

1. Sandra Cinto

A paulista Sandra Cinto é conhecida pelos desenhos imersivos feitos com milhares de linhas delicadas que formam mares, ondas, céus e horizontes infinitos. Muitas vezes realizados diretamente nas paredes, os trabalhos dela transformam o espaço em paisagens imaginárias e contemplativas.

Em sua obra, o mar, o céu e a linha do horizonte aparecem como metáforas de travessia, sonho e infinito.

2. Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes, nascida no Rio de Janeiro, é uma das artistas brasileiras vivas mais consagradas e com maior reconhecimento internacional. A pintura dela mistura referências do modernismo brasileiro com elementos muito presentes no cotidiano do país, como flores tropicais, Carnaval, arabescos e padrões ornamentais.

Muitas das formas que aparecem nas telas nascem de referências simples e populares, como papéis de bombom, fitas decorativas, rendas e ornamentos domésticos. Tais elementos se transformam em composições vibrantes, cheias de ritmo e cor.

3. Laura Vinci

A obra da paulistana Laura Vinci nasce da matéria: pó de mármore, areia, água e névoa. Em muitas instalações, a artista cria paisagens delicadas dentro do espaço expositivo, como montes de pó que lembram dunas, superfícies cobertas de areia ou ambientes tomados por vapor.

Esses elementos simples revelam processos naturais, como o desgaste, a transformação e a passagem do tempo, como se a matéria estivesse sempre em movimento.

4. Ana Elisa Egreja

Conhecida por pinturas hiper-realistas, a paulistana Ana Elisa Egreja retrata interiores domésticos, como salas, cozinhas, banheiros e objetos do dia a dia. As telas impressionam pelo nível de detalhamento e pela precisão com que cada cena é construída.

Ao mesmo tempo, esses ambientes familiares ganham um caráter inesperado e quase teatral, criando uma atmosfera entre o cotidiano e o imaginário. O resultado são cenas quase cinematográficas que convidam o olhar a desacelerar e a descobrir cada detalhe.

5. Nina Pandolfo

Natural do interior de São Paulo, Nina é referência do grafite brasileiro. Levou as personagens femininas de olhos grandes das ruas para o circuito internacional da arte. Elas nascem da infância, do sonho e da fantasia, sempre com um toque misterioso.

6. Nádia Taquary

Nádia é uma escultora baiana que cria figuras híbridas entre humanos, pássaros, sereias e entidades simbólicas. As esculturas misturam contas, metais e madeira em obras que evocam mitologia, espiritualidade e ancestralidade afro-brasileira.

7. Adriana Varejão

É uma das artistas brasileiras contemporâneas mais importantes da cena artística nacional. Natural do Rio, Adriana Varejão ficou conhecida pelas obras inspiradas nos azulejos portugueses, que são transformados em pinturas e esculturas cheias de cortes e rupturas.

O trabalho revisita a história e a formação cultural do Brasil, revelando o que existe por trás das superfícies. Em 2022, a Pinacoteca de São Paulo realizou a maior mostra já dedicada à artista brasileira, reunindo mais de 60 obras que datam desde os anos 1980. Atualmente, Varejão possui uma galeria própria no Instituto Inhotim, museu a céu aberto que comemora 20 anos em 2026.

8. Marina Perez Simão

Nascida em Vitória (ES), Marina é uma pintora abstrata que constrói paisagens emocionais por meio da cor. As telas dela não representam lugares específicos, mas atmosferas e sensações, como memórias, horizontes e estados de espírito que surgem a partir de camadas delicadas de pintura.

9. Tadáskía

A carioca Tadáskía é uma artista brasileira em forte ascensão internacional. Os desenhos coloridos, muitas vezes feitos com giz pastel, parecem nascer de histórias, sonhos e imaginações.

Nas obras, cores intensas, gestos livres e símbolos criam personagens e paisagens que lembram páginas de livros ou narrativas inventadas, como se a artista traduzisse sonhos e ideias em imagens.

10. Leda Catunda

Conhecida pelo que muitos críticos chamam de “pintura macia”, a paulista Leda Catunda expande os limites da tela ao incorporar tecidos, toalhas, cobertores, veludos e roupas produzidas em massa nas obras.

Esses materiais do cotidiano ganham volume, cor e textura, criando trabalhos que ficam na fronteira entre pintura e objeto. São obras que quase dão vontade de tocar.

*Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.

Sobre Ana Luiza Brant

Formada em Comunicação e Audiovisual, além de ser Art Advisor e empreendedora no ramo cultural, Ana Luiza Brant atua com arte contemporânea desde 2011. Desenvolveu projetos voltados à difusão da arte e à ampliação do acesso ao universo artístico, explorando as possibilidades do ambiente digital para aproximar novos públicos e tornar a arte mais presente no cotidiano. Em 2019, fundou o Culture Kids, projeto dedicado a despertar o interesse das crianças pela arte, cultura e criatividade. A iniciativa busca ampliar o repertório das novas gerações. Seu trabalho cria pontes entre o público e o universo artístico de forma acessível, envolvente e significativa. Ana acredita na arte como uma linguagem universal, capaz de inspirar, transformar e ampliar as formas de ver e compreender o mundo e também de olhar para nós mesmos.

 

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