Cenários de “Duna: Parte 2” vão de cemitério na Itália a desertos no Oriente Médio

Sequência do filme ganhador do Oscar continua com cenas em desertos na Jordânia e em Abu Dhabi, mas adiciona cemitério com ares de outro mundo em pequena cidade na Itália

Como no primeiro filme, "Duna: Parte 2" tem cenas em paisagens desérticas na Jordânia e em Abu Dhabi
Como no primeiro filme, "Duna: Parte 2" tem cenas em paisagens desérticas na Jordânia e em Abu Dhabi Divulgação/Warner Bros.

Saulo Tafarelodo Viagem & Gastronomia

Lançado em 2021, o primeiro filme de “Duna” transportou os espectadores para o planeta fictício de Arrakis, construído com a ajuda de paisagens desérticas na Jordânia e nos arredores de Abu Dhabi.

Os mesmos cenários se repetem em “Duna: Parte 2”, mas um novo local adiciona pitadas sombrias ao longa: um cemitério na Itália.

Localizado na comuna de Altivole, na região do Vêneto, próximo a Treviso, o cemitério é usado na ficção para dar vida ao planeta Imperial, com cenas rodadas com os atores Florence Pugh e Christopher Walken.

O cemitério na Itália

Situado no norte da Itália, a uma curta distância da comuna de Asolo, o local é chamado também de Túmulo de Brion (Brion Tomb em inglês).

O espaço de dois mil metros quadrados em formato de “L” é adjacente ao cemitério da vila e foi comissionado pela família Brion, proprietária de uma empresa de eletrônicos.

O arquiteto responsável foi o veneziano Carlo Scarpa. O projeto é marcado por uma arquitetura pós-modernista com protagonismo do concreto, em que fazem parte da obra uma capela, áreas de sepultamento cobertas, jardim, pavilhão de meditação e um espelho d’água.

A atriz Florence Pugh, que interpreta a Princesa Irulan na produção, disse em entrevista que o local parecia mal assombrado e que os cenários e as localidades de “Duna: Parte 2” são “alucinantes”.

Próxima dali, a comuna de Asolo serviu como base para a produção durante as filmagens neste pedacinho da Itália. Em entrevista para a Condé Nast Traveler, o designer de produção Patrice Vermette revelou que a equipe ficou hospedada no hotel cinco estrelas Albergo Al Sole, que fica no centro da cidadezinha.

O hotel, que funciona desde o começo do século 20, tem apenas 23 quartos e oferece passeios nas construções medievais da região, assim como excursões até as colinas do Prosecco. A localidade não fica muito longe de Veneza e das Dolomitas.

Os desertos no Oriente Médio

Como no primeiro filme, o deserto de Wadi Rum, na Jordânia, e as dunas nos arredores de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, voltaram a ser cenários para as gravações de “Duna: Parte 2”. Mesmo afastados geograficamente, ambas as localidades foram usadas para a ambientação do planeta Arrakis.

Mas como perceber as diferenças entre os dois desertos na telona? “É muito simples: cada vez que você vê uma formação rochosa, estamos na Jordânia. Cada vez que você vê dunas, estamos em Abu Dhabi”, disse o designer de produção Patrice Vermette para a Condé Nast Traveler.

Nos arredores de Abu Dhabi, a equipe ficou hospedada no luxuoso hotel Qasr Al Sarab, que fica literalmente no meio do Deserto de Liwa, o que foi “muito conveniente” para a equipe, como revelou o designer. A cerca de 1h30 de Abu Dhabi, o resort faz parte do grupo Anantara e dispõe de 140 quartos, 14 suítes e 53 villas com piscinas.

O ator Austin Butler, que interpreta o personagem Feyd-Rautha, revelou à Entertainment Weekly que o set de filmagem passava dos 43º C e que algumas pessoas chegaram a desmaiar por conta das altas temperaturas.

Segundo Patrice Vermette, as gravações duraram cerca de um mês em cada um dos desertos.

Vale ressaltar ainda que várias cenas foram rodadas em estúdios internos em Budapeste. A capital da Hungria tem se destacado no setor audiovisual com seus estúdios de última geração e incentivos fiscais, em que obras como “Blade Runner 2049”, “The Witcher” e “Cavaleiro da Lua” usaram estúdios na cidade.