Conheça as estações de trem e metrô mais bonitas do mundo em 2025
Endereços na Ásia, Europa, Oriente Médio e Oceania destacam obras de arte, jardins e soluções urbanas

O Prix Versailles, prêmio internacional de arquitetura e design apoiado pela Unesco, revelou em novembro as sete estações de passageiros mais bonitas do mundo em 2025. Elas ficam espalhadas na França, China, Austrália, Bélgica e Arábia Saudita.
As estações são de metrô ou servidas por linhas ferroviárias, todas abertas recentemente. "Em cada um desses locais, a beleza ganha forma concreta, como um pulmão que insufla nova vida na cidade, um território simbólico compartilhado a serviço de seus habitantes", diz Jérôme Gouadain, Secretário-Geral do Prix Versailles.
A premiação abrange uma série de competições arquitetônicas anuais, estabelecidas em 2015 pela Unesco, que reconhecem projetos contemporâneos em diversas categorias, incluindo estações de passageiros, hotéis, restaurantes e aeroportos.
Projetos do mundo inteiro podem submeter seus trabalhos ao prêmio. Depois, um júri especializado, composto por arquitetos, designers e pessoas ligadas à arte, seleciona os vencedores em cada categoria. São levados em conta fatores como qualidade do design, integração com o meio ambiente e práticas sustentáveis.
Confira as sete estações de passageiros mais bonitas do mundo em 2025:
- Gadigal (Sydney, Austrália)
- Mons (Mons, Bélgica)
- Baiyun (Guangzhou, China)
- Saint-Denis Pleyel (Saint-Denis, França)
- Villejuif – Gustave Roussy (Villejuif, França)
- KAFD (Riade, Arábia Saudita)
- Qasr Al Hokm (Riade, Arábia Saudita)
Destaques das estações mais bonitas
As sete estações da lista contam com projetos arquitetônicos que unem a vida urbana, o comércio e a arte.
Em Sydney, a estação Gadigal fica a 25 metros abaixo de alguns arranha-céus e cada entrada exibe uma obra de arte monumental intitulada "The Underneath", feita de azulejos de cerâmica e inspirada em antigos túneis ferroviários. Na última quinta-feira (4), a estação ganhou uma nova distinção, levando o prêmio especial do Prix Versailles que reconhece seu design interior.
Em Mons, na Bélgica, a Estação de Mons tem papel central no projeto de reorganização urbana. As ruas foram transformadas em praças de pedestres e a estação multimodal agora é acessível a partir do centro. O responsável pelo projeto arquitetônico, que se assemelha a uma catedral, é Santiago Calatrava, mesmo nome por trás do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Em Guangzhou, na China, a estação Baiyun agrega 24 linhas de trem de alta velocidade, seis linhas de metrô e três terminais de ônibus. Ela se destaca pelo layout luminoso e arejado, renovado com lojas e escritórios. Uma passarela circular de vários andares conecta as plataformas ferroviárias aos espaços comerciais. Ela também é entrelaçada com jardins, que criam um parque urbano.
Em Saint-Denis, na região metropolitana de Paris, a estação Saint-Denis Pleyel tem um átrio totalmente revestido de madeira. A luz natural alcança as plataformas, a 28 metros abaixo do solo, e mais de 100 esculturas serão instaladas ao longo do tempo.
Em Villejuif, também não muito longe de Paris, a estação Gustave Roussy possui um pavilhão aberto coberto por um grande teto de vidro, que cobre um cilindro de 70 metros de diâmetro - além da circulação do ar, cria diferentes ambientes e projeta luz a 50 metros abaixo do solo, sendo uma das estações de passageiros mais profundas da França. A estação foi reconhecida na última semana com o Prêmio Especial Prix Versailles, que reconhece a qualidade do conjunto geral do local.
Por fim, outras duas estações de passageiros também possuem papéis importantes na vida urbana de Riade, capital da Arábia Saudita. A Estação KAFD, situada no distrito financeiro, é o núcleo de uma rede que se estende por mais de 176 quilômetros de trilhos e 85 estações. A fachada remete padrões criados pelos ventos do deserto na areia, revelando designs ondulantes. A estação levou o prêmio adicional que reconhece a beleza de seu exterior.
Já a Qasr Al-Hokm foi concebida como uma grande praça urbana com uma cobertura cônica invertida. A luz do dia é projetada para dentro por meio de um efeito de espelho. Durante a noite, luzes internas são refletidas na superfície da cobertura. Na base do átrio, um jardim surge no espaço subterrâneo.


