Grand Hyatt revela as belezas de um Rio de Janeiro menos óbvio
Entre o mar e a Lagoa de Marapendi, na Barra, resort urbano combina praia, natureza, gastronomia e bem-estar para mostrar uma faceta além dos cartões-postais da Zona Sul
A Zona Sul carioca conquista viajantes do mundo inteiro por motivos óbvios: reúne algumas das praias mais famosas do planeta, a exemplo de Copacabana, além de concentrar restaurantes de alto calibre e abrigar o imaginário eternizado nas novelas. Mas existe um Rio de Janeiro além dessa fronteira, que mostra um outro ritmo da cidade. A cerca de 20 km dali, o Grand Hyatt Rio de Janeiro entra em cena para revelar as joias da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde o resort urbano se transforma no próprio destino.
Enquanto os outros hotéis da cidade disputam a vista pelo mar, o Grand Hyatt dobra a aposta: tem o Atlântico à frente e a Lagoa de Marapendi ao lado, localização que cria uma sensação de refúgio em plena Cidade Maravilhosa.
Independentemente da categoria, todos os 436 quartos e suítes possuem varanda, seja para a faixa de areia ou para a vegetação nativa. A hospedagem ainda conta com um enorme spa e gastronomia brasileira e asiática.
O hotel, que completa 10 anos em 2026, é ideal para ocasiões românticas, para escapadas de fim de semana, inclusive para os próprios cariocas, e para ficar pertinho de grandes eventos, como Rock in Rio e Web Summit, que ocupam o Parque Olímpico e o Riocentro.
Esses e outros tantos eventos não deixam o Rio parado. Só no primeiro semestre de 2026, a cidade atraiu 6,4 milhões de turistas e movimentou R$ 17,2 bilhões na economia local, segundo a prefeitura. Foi também o destino mais vendido para estrangeiros no país em 2025, segundo a Braztoa. No Grand Hyatt, é comum ouvir sotaques variados, do inglês ao francês, com perfil que mistura viagens a trabalho e a lazer.
Refúgio urbano na Barra
O projeto aposta em ambientes amplos, pés-direitos altos e espaços abertos. A atmosfera é cercada por uma seleção de madeiras, pedras e tecidos em tons suaves, elementos que se estendem às acomodações.
Dentro dos quartos, a decoração contemporânea tem tons neutros, iluminação indireta e mobiliário de linhas discretas. O banheiro segue essa linguagem, com direito a banheira integrada. Os amenities são da Granado, que mantém uma loja dentro do hotel bastante cheirosa, diga-se de passagem.
As categorias de entrada já partem dos 41 m². Entre as acomodações de maior destaque estão a Suíte Presidencial, com 165 m², e a Suíte Penthouse, de 308 m², que conta ainda com piscina privativa.
Quem se hospeda no sétimo andar, onde ficam essas suítes, tem acesso ao Grand Club, lounge com comidinhas e bebidas. Ideal para um café da manhã mais recluso, serve também para um almoço rápido, mas convida a ficar sem pressa: de um lado, a vista para a Lagoa de Marapendi; do outro, o mar. No fim da tarde, entram em cena coquetéis.

Da cozinha japonesa aos sabores brasileiros
O Grand Hyatt Rio tem um pequeno circuito gastronômico para diferentes momentos do dia, com todos os restaurantes assinados pelo escritório do cobiçado arquiteto Arthur Casas e cartas de drinques do mixologista Alex Mesquista. Entre eles, o Shiso, aberto para o jantar, é a porta de entrada mais sofisticada, conduzindo o cliente por uma cozinha japonesa que transita entre a tradição e a contemporaneidade.
À frente da equipe está o chef Guinjo Tanaka, enquanto o sommelier Bernardo Souza ajuda a construir a experiência com saquês. Junto ao balcão, uma vitrine exibe os peixes que podem entrar no menu do dia. Pargo, olho-de-cão, pescadinha, linguado, xerelete, atum e salmão são algumas das matérias-primas.
Com exceção do atum e do salmão, que vêm do Rio Grande do Norte e do Chile, os peixes são provenientes da costa brasileira. O bluefin, por sua vez, chega da Espanha, tanto em cortes magros quanto mais gordurosos. Sentar-se no balcão é, portanto, a melhor pedida, onde o omakase ganha força.
Entre as entradas, o trio de conservas e o tamago com dashi de cogumelos indicam que a refeição começa bem. Ao longo do percurso, uma das das experiências mais curiosas vem em um preparo chamado hirezake, uma infusão de espinha de peixe em saquê aquecido na frente do comensal. À medida que a bebida repousa, os sabores se transformam, ganhando notas marinhas, umami e mais corpo.
O hotel também abriga o Cantô, restaurante de cozinha brasileira melhor apreciado em formato "family style", para compartilhar. Entre as opções está o rubacão, prato tradicional da Paraíba, que reforça a presença de referências regionais no cardápio, assim como ceviche com sorbet de cajá e caldeirada de frutos do mar.
Já o café da manhã acontece no Tano. O amplo buffet combina uma seleção internacional com preparos que dão um gostinho da cozinha brasileira aos estrangeiros, o tipo de lugar em que vale garantir pelo menos um pão de queijo e uma tapioca.
Vale destacar que a hospedagem não funciona no sistema all inclusive nem oferece meia pensão. O hóspede pode escolher entre tarifas com ou sem café da manhã.
Experiências que vão além do hotel
Nos dias de calor, a piscina central é ponto de encontro, assim como as areias brancas, que contam com serviço de praia. Há bikes cortesia para os hóspedes, uma boa maneira de percorrer a orla da Avenida Lúcio Costa. A programação inclui ainda aulas de yoga e degustações de cachaça, enquanto o Kids Club deixa os pais sossegados.
A academia 24 horas é uma mão na roda para quem vive em outro fuso. Mas o destaque fica para o Spa Atiaia. A iluminação é baixa e aconchegante, e a decoração das salas de massagem reforça a desconexão. Nos vestiários, a estrutura segue o que se espera de um bom spa, com saunas seca e úmida e diferentes opções de duchas.
Uma das experiências mais surpreendentes fica do lado de fora. A Lagoa de Marapendi tem uma vocação ecoturística ainda pouco conhecida até por quem vive ao lado. Cercada por áreas de preservação ambiental e manguezais, mantém uma atmosfera silenciosa que parece distante do movimento urbano ao redor.
Ali há uma biodiversidade notável. Capivaras e diferentes espécies de aves podem ser vistas às margens, enquanto, em determinadas épocas do ano, também é possível avistar jacarés-de-papo-amarelo, que podem chegar a três metros. A lagoa abriga ainda peixes como corvina, tilápia e bagre.
Em alguns dias da semana, passeios de balsa acompanhados por biólogos permitem conhecer esse ecossistema. É um daqueles cenários que lembram que, mesmo em uma cidade tão conhecida, ainda existem mundos a serem descobertos.
O Grand Hyatt também mira o próprio carioca, que pode aproveitar a estrutura sem passar a noite. Há opções de day use, com acesso a áreas como piscina, sauna e academia, além de day spa que combina a estrutura de lazer com tratamentos.
Para quem deseja estender o passeio sem sair do bairro, vale um almoço no Ocyá, que oferece outra leitura da relação do Rio com as águas. O restaurante fica na Ilha Primeira, na Lagoa da Tijuca, acessível somente de barco. Em um ambiente descontraído ao ar livre, a cozinha do chef Gerônimo Athuel tem crudos, polvo e peixes maturados entre seus tesouros. Depois, é só voltar ao hotel para se refrescar com um água de coco, ou melhor, uma caipirinha.
Grand Hyatt Rio de Janeiro
Av. Lúcio Costa, 9600 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ / Diárias mais básicas a partir de R$ 1.200, mais taxas, para duas pessoas, variável dependendo da temporada / Mais informações e reservas no site.
*O jornalista foi convidado a se hospedar no Grand Hyatt Rio de Janeiro.


