O que fazer em Alter do Chão: 8 programas no vilarejo paraense

Desde relaxar em barraquinhas de praia com a uma caipirinha de cupuaçu na mão até visitar comunidades locais e buscar o pôr do sol perfeito, confira dicas de passeios para incluir no seu roteiro pela vila

Daniela Filomeno em Alter do Chão; destino une praias de rio e natureza exuberante em comunidades locais
Daniela Filomeno em Alter do Chão; destino une praias de rio e natureza exuberante em comunidades locais CNN Viagem & Gastronomia

CNN Viagem & Gastronomiado Viagem & Gastronomia Alter do Chão, Santarém, Pará

Alter do Chão é sinônimo de praias de rio, natureza exuberante, gastronomia saborosa e uma cultura local pujante. Em resumo, o vilarejo pertencente à cidade de Santarém, no oeste do Pará, é potente.

Uma vez aqui, o viajante encontra diversos passeios e atrações: desde relaxar em barraquinhas de praia junto a uma caipirinha de cupuaçu na mão até visitar comunidades locais e buscar o pôr do sol perfeito.

É a partir do vilarejo, mais especificamente da Praia do Amor, principal praia de rio da vila, que é possível também subir a bordo de barcos e realizar passeios pela região, os quais podem ser fechados com agências e empresas de turismo locais – a dica é pedir ajuda também para a pousada que você ficará hospedado.

Ao marcar uma viagem a Alter, fique atenta às épocas da seca e da cheia na região, uma vez que são estes os períodos que determinam o aparecimento ou não de vários atrativos, como por exemplo das praias de rio durante a seca ou ainda da Floresta Encantada, como listada abaixo, na época de cheia.

Então o que fazer em Alter do Chão? Confira a seguir oito passeios pelo vilarejo e região para incluir no seu roteiro:

Praia do Amor

Praia do Amor é cartão-postal e parada obrigatória em Alter do Chão / We Travel the World/Flickr

A Praia do Amor é parada obrigatória em Alter. Cartão-postal do vilarejo, é uma das praias de água doce mais visitadas do destino e que fica bem em frente ao centrinho da vila. Ela aparece no período de seca amazônica, principalmente entre agosto e janeiro.

Os visuais incríveis são complementados pelo Rio Tapajós de um lado e pelo Lago Verde do outro, onde árvores submersas e a natureza exuberante chamam a atenção.

A areia é repleta de barraquinhas de sapê que são passadas de geração em geração, as quais oferecem petiscos locais, almoços, drinques com frutos amazônicos e, claro, cerveja gelada – uma paradinha recomendada é na barraca Dulce’s Bar, que oferece também passeio de caiaque e sombra.

As águas calmas são refrescantes e para chegar na praia pode-se fazer a travessia com pequenas embarcações. Vários dos passeios de barco pela região também saem daqui.

Praia Ponta de Pedras

Daniela Filomeno na Praia de Ponta de Pedras, em Alter do Chão
Daniela Filomeno na Praia de Ponta de Pedras, também ponto para banhos de rio e almoços com peixes locais / CNN Viagem & Gastronomia

A Ponta de Pedras é uma comunidade a cerca de 27 km do centrinho de Alter. Ela é acessada por estrada ou melhor ainda por barco, com passeio agradável pelas águas do Tapajós.

A praia tem uma extensa faixa de areia branquinha e fina, em que os banhos de rio são refrescantes. Algumas formações rochosas na ponta da praia dão um toque a mais ao charme local.

Calma e rústica, a região ainda é boa paradinha para almoço no Restaurante Panela de Barro, que capricha na hora de servir um tambaqui na brasa, um verdadeiro banquete. Depois é só curtir as redes na areia e relaxar.

Praia do Pindobal

A Praia do Pindobal é uma das mais conhecidas de Alter e fica a aproximadamente 9 km da vila, na cidade de Belterra. O local extenso possui uma areia branquinha e diversas barracas cobertas de palha.

É mais uma boa opção para curtir o calor, se refrescar na água, relaxar e comer petiscos regionais. Várias das barracas e restaurantes oferecem cadeiras nas areias, algumas até mais afastados das outras e que oferecem mais isolamento.

O pôr do sol da praia também é uma das atrações mais procuradas pelos viajantes que chegam em Alter. Como esperado, a praia costuma ficar cheia na alta temporada, em especial aos finais de semana. Para chegar é possível ir pelo rio ou pela estrada.

Pôr do sol na Ponta do Cururu

Pôr do sol na Ponta do Cururu
Pôr do sol na Ponta do Cururu / tongeron91/Flickr

É mais um daqueles locais indispensáveis em Alter. A praia da Ponta do Cururu se transforma ao longo do dia, em que ganha cores ainda mais especiais no entardecer.

É um bom local para um banho de rio e para ser presenteado no fim do dia com um pôr do sol digno de ficar na memória. A área é famosa também pois é onde os passeios de barco que saem ao longo do dia costumam terminar, atraindo turistas de todos os cantos.

O caminho para chegar até a praia é feito pelo Rio Tapajós e a dica é visitar diversos pontos próximos no mesmo dia.

Floresta Encantada

Daniela Filomeno na Floresta Encantada, em Alter do Chão
Floresta Encantada aparece nos meses de cheia da Amazônia e revela cenário encantador / CNN Viagem & Gastronomia

Imagine uma floresta alagada cheia de árvores submersas que criam um cenário de tirar o fôlego e de lavar a alma. Assim é a Floresta Encantada, cujo nome mais oficial é Floresta do Caranazal.

O local é um igapó, floresta alagada repleta de igarapés, ou seja, canais naturais e navegáveis. Situada na região do Lago Verde, não muito longe do centrinho de Alter, o lugar mágico é acessado por pequenos barcos a remo, sem o barulho de motores, possibilitando que o som da floresta e dos pássaros reine durante o passeio.

A paisagem é poética e serena, rodeada pelas altas temperaturas e umidade. A dica é fazer o passeio com o guia de turismo Itaguary Garcia, uma “instituição” local que conhece a região como a palma da mão – ele até faz uma paradinha para o visitante subir em uma árvore envergada e ter um outro visual do local.

A Floresta Encantada aparece no “inverno amazônico”, período de cheia na região que pode ir de fevereiro a julho.

Canal do Jari e Jardim Vitória-Régia

Daniela Filomeno no Jardim Vitória-Régia, no Canal do Jari, no Pará
Jardim Vitória-Régia é local de degustação e estudos da planta típica da Bacia Amazônica / CNN Viagem & Gastronomia

Atravessando o Tapajós chega-se ao Canal do Jari, um braço do Rio Amazonas cujo caminho é marcado por casas em palafitas. Um dos locais para se visitar na região é o Jardim Vitória-Régia, que oferece passeio e até degustação de receitas a partir de vitórias-régias.

Quem toca o local é Dulce Oliveira, que começou a estudá-las, plantá-las e colocá-las em receitas por conta própria, já que é uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional). Ela serve aqui uma degustação com as mais diferentes criações a partir das várias partes da planta.

Do caule às sementes, passando pelas flores e folhas, todas as partes da vitória-régia são aproveitadas em receitas que podem virar geleia, massa de pizza, picles, tempurá, farinha, paçoca, brownie e até pipoca.

Ela começou a plantá-las em 2014 e hoje soma mais de uma centena delas, criando um ambiente para lá de fotogênico. Além disso, é possível remar em meio às plantas e contemplar o local.

Além do passeio, um dos maiores presentes está na volta: o pôr do sol no Canal do Jari é um dos mais belos que você pode ver na vida.

Trilha da Serra da Piraoca

Praia do Amor e Serra da Piraoca ao fundo, dois dos símbolos de Alter do Chão
Praia do Amor e Serra da Piraoca ao fundo, dois dos símbolos de Alter do Chão / CNN Viagem & Gastronomia

A Serra da Piraoca é uma das mais lembradas formações naturais de Alter, já que pode ser vista a partir de vários pontos da vila. E seu pico pode ser atingido por meio de trilha de cerca de 2 km, menos de uma hora de caminhada.

Situada no fim da Ilha do Amor, o caminho é bem sinalizado e pode ser feito 100% a pé sem necessidade de guia – o ideal é fazer a trilha durante o dia para evitar a escuridão da noite.

Uma vez lá em cima, os viajantes possuem uma visão panorâmica e exuberante da região, com vista para o entorno de Alter e das praias.

“Quintas do Mestre” – Centro de Referência do Carimbó

O carimbó é uma dança típica do Pará que encontra eco e valorização no Centro de Referência do Carimbó, logo no início da orla da praia, perto da Praia do Amor. É durante as noites de quinta-feira que o mestre Chico Malta comanda uma verdadeira festa embalada pelo ritmo da dança.

A alegria é contagiante: a música rola solta, as pessoas dançam e até saias, item essencial para dançar o carimbó, podem ser alugadas. Há ainda barraquinhas de comidas típicas.

Aberto ao público, o evento costuma reunir centenas de pessoas todas as semanas e as atrações podem variar. Vale lembrar que o carimbó é um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).