Cacau sobe 3% em Nova York com temor sobre El Niño e estoques globais
Café e açúcar também subiram, enquanto o algodão fechou em leve queda na bolsa americana

Nesta terça-feira (19), na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do cacau encerrou o pregão cotado a US$ 3.907 por tonelada, um avanço de 3,06%. Os preços da commodity fecharam em forte alta devido a operações de cobertura de posições vendidas por fundos, após a queda de 6% nos preços nas últimas três sessões.
Segundo o site especializado, Mercado do Cacau, o mercado internacional de cacau voltou a mostrar volatilidade. O movimento de alta, que chegou a adicionar cerca de mil pontos às cotações em poucos pregões, perdeu força rapidamente, e os preços devolveram praticamente toda a valorização na mesma intensidade.
O site indica que, apesar das preocupações climáticas envolvendo a formação de um El Niño e seus potenciais impactos sobre a produção futura na África Ocidental, os compradores continuam cautelosos diante do histórico recente de destruição de demanda, reformulações industriais e estoques ainda confortáveis de derivados em importantes polos consumidores.
O aumento da oferta de cacau da Costa do Marfim ainda exerce pressão negativa sobre os preços. Dados acumulados de segunda-feira indicam que os produtores enviaram 1,61 milhão de toneladas de cacau para os portos no atual ano comercial, o volume representa um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Café
O café arábica com vencimento em julho encerrou a sessão cotado a US$ 2,7015 por libra-peso, o que confere uma alta de 2,25% para o contrato no dia. Segundo o site especializado, Barchart, os preços do café subiram após a queda de três semanas. Além disso, os estoques de café da ICE têm apresentado tendência de queda nos últimos dois meses, o que também contribui para a alta dos preços.
Açúcar Algodão
Os contratos futuros de algodão encerraram o dia cotados a 82,33 centavos de dólar por libra-peso, um recuo de 1,64%. A queda é motivada pelo recuo do petróleo bruto. O açúcar, também para julho, encerrou a sessão cotado a 15,01 centavos de dólar por libra-peso, um avanço de 1,90%.


